Europa subestima ataques à judeus feitos por muçulmanos culpabilizando uma “extrema-direita”

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O governo alemão está deliberadamente classificando erroneamente os incidentes anti-israelenses e anti-judaicos como sendo de origem “de extrema-direita” quando, de fato, eles estão sendo cometidos por “imigrantes” muçulmanos recentes, descobriu um novo relatório da Jewish Telegraphic Agency (JTA).

Citando Daniel Poensgen, pesquisador do Departamento de Pesquisa e Informação sobre anti-semitismo, ou RIAS, a JTA disse que as recentes explosões na marcha anual do “Dia Mundial de Al-Quds” em Berlim, por exemplo, foram classificadas pelas autoridades como “formas de anti-semitismo de extrema-direita ”.

Poensgen disse à JTA que o exemplo da marcha do Dia Mundial de Al-Quds e outros incidentes rotulados erroneamente estão facilitando as tentativas de politizar o anti-semitismo e complicando a resolução da batalha aparentemente perdida.

“Isso significa que não podemos realmente usar as estatísticas oficiais sobre o anti-semitismo na Alemanha”, disse Poensgen.

Durante a marcha do Dia Mundial de Al-Quds – comemoração anual que até mesmo expressa apoio aos palestinos, com “Al-Quds” sendo o nome árabe de Jerusalém – os participantes supostamente fizeram “ligações frequentes para matar israelenses, conspirações sionistas e cânticos de ‘Palestina livre do rio para o mar”, continuou o artigo da JTA, acrescentando que as bandeiras “Hamas e Hezbollah” também estão em exibição, e que “os imãs regularmente pregam versos anti-judeus do Alcorão para a multidão em árabe e outros dialetos derivados”.

“Sob o disfarce de ‘críticas há Israel’, eles usam estereótipos anti-judaicos clássicos, identificando judeus como tendo ‘características judaicas’, que seriam as de ‘dominador’, ‘ganancioso’ ou ‘assassino de crianças'”, disse o sociólogo Imke Kummer à JTA. “As dúvidas sobre a metodologia do ministério se tornaram mais pronunciadas, já que seus dados divergiram cada vez mais com as informações da Europa Ocidental – e da percepção dos próprios judeus alemães”, disse a JTA.

No mês passado, o ministro do Interior, Horst Seehofer, disse que os defensores dos grupos de “extrema direita” eram responsáveis ​​por cerca de 90% dos 1.800 incidentes registrados na Alemanha em 2018, um aumento de 20% em relação ao ano anterior.

Da Alemanha para a França

Mas na França, país vizinho, em contraste, mais da metade dos incidentes de anti-judaicos, e virtualmente todos violentos, são perpetrados por imigrantes de países muçulmanos ou seus descendentes, de acordo com o Escritório Nacional de Vigilância Contra o Anti-Semitismo.

Grã-Bretanha

Na Grã-Bretanha, a “Community Security Trust” sugere que os chamados “perpetradores de extrema-direita” (como são chamados qualquer um que não concorde com as posturas globalistas e progressistas do Governo) seriam responsáveis ​​por 50% a 60% dos incidentes em que as vítimas ofereciam uma descrição física de seus agressores. Isso aconteceu em cerca de 30% dos 1.652 casos em 2018, um aumento de 19% em relação ao ano anterior.

Dois sentimentos antagônicos se fizeram presentes no evento de debate da Câmara dos Lordes britânica no dia 20/6 entre Lord Jonathan Sacks, o ex-rabino-chefe do Reino Unido, ficou satisfeito com o apoio que o evento deu ao judaísmo internacional apontando uma crescente de anti-judaísmo, chamado “anti-semitismo”, enfatizando que para isso devem manter sempre viva o “porrete histórico” do holocausto judaico alardeando que os judeus não estão seguros em lugar algum e que os não-judeus devem ser manter o “sentimento de culpa” em detrimento dos judeus.

Ele fez menção ao Partido Trabalhista do Reino Unido, que sob o líder Jeremy Corbyn foi arruinado pelo lobby judaico por conta de que Corbyn, de orientação à esquerda, criticou as absurdas definições legais impostas pelos sionistas ingleses sobre a definição formal-legal do que se caracterizaria, entre elas o “anti-semitismo”. Dentre as definições, questionar ou criticar um agente do governo israelense em serviço pelo país no exterior ou mesmo dirigir-se de mesma forma às políticas protecionistas do Estado sionista.

Por sua vez, a baronesa Jenny Tonge, conhecida há muito tempo como uma fervorosa crítica de Israel, alegou que o problema do anti-semitismo havia sido exagerado em comparação com os sentimentos antimuçulmanos.

Tonge disparou que Israel é o principal perpetrador da violência anti-judaica por conta de suas políticas agressivas, citando como exemplo a Operação Protective Edge em 2014 – um ataque cruel e mortal a Gaza pelas forças armadas israelenses, no qual milhares de habitantes de Gaza foram mortos ou ferido denunciando que a matança e mutilação continuam e isso é oque na verdade gera a discórdia e a beligerância étnica. Ela ainda não deixou de apontar que o governo sionista de Israel é agora chamado de Estado judeu de Israel.

Baronesa Jenny Tonge, do Partido Trabalhista Inglês. FOTO: VISA VIS.

Lorde Dale Campbell-Savors, do Partido Trabalhista, disse que “a linha entre a crítica legítima das ações de Israel na Cisjordânia e em Gaza contra o preconceito antijudaico tornou-se turva”, em apoio a Tonge, que reclamou das duras críticas que recebe por expor esses fatos contra Israel.

Ele rejeitou que o Labor Party tivesse cunho racista, como apontam o dedo os sionistas para qualquer um que lhes discorde, voltando-se para o caso de Netanyahu em relação aos assentamentos e anexação.

Comparando a questão ao cenário palestino, ele aponta que a forma violenta de tratamento contra as minorias palestinas no Levante são análogas ás causas trabalhistas de exploração e dentre esse fator, claramente que muitos do meio nos dois nichos acabaram desenvolvendo sentimentos antijudaicos. Assim como a questão palestina será usada contra Israel por parte de seus inimigos.

O partido trabalhista inglês, por conta disso, é alvo de uma investigação formal pela Comissão de Igualdade e Direitos Humanos, como apontou Lord Jonathan Harris, de Haringey, outro membro trabalhista que saiu em defesa dos sionistas contra o próprio partido ao qual pertence a 50 anos, exigindo uma limpa de qualquer partidário que critique as políticas israelitas.

Holanda

Na Holanda, o ex-diretor do CIDI, principal defensor do combate ao “anti-semitismo” do país, disse que os muçulmanos e árabes em geral são responsáveis ​​por cerca de 70% dos casos registrados em qualquer ano.

Em uma pesquisa de 2016 com centenas de judeus alemães que sofreram incidentes anti-judaicos, 41% disseram que o agressores eram “alguém com uma visão muçulmana extremista” e outros 16% disseram que era alguém da “extrema esquerda”, num total de 57% dos casos. Apenas 20% identificaram seus agressores como pertencentes à oque se entende como “extrema direita”, ou seja, brancos nativos.

No balanço geral a Alemanha está em disparado… será que é pelo recebimento massivo e maior escala do que os outros países vizinhos de imigrantes das ONG´s judaico-globalistas?

“Há claramente um descompasso aqui, e fala da imprecisão das estatísticas oficiais alemãs”, disse Poensgen, continuando que, sua organização de vigilância falou com autoridades sobre o problema das estatísticas. “Houve interesse em nossas críticas, foi ouvido e estudado, mas até agora [há] relutância severa no nível federal em mudar seu sistema de categorias”, disse.

Há claramente uma dimensão política na relutância das autoridades alemãs em culpar o anti-judaísmo aos imigrantes muçulmanos. Pesquisas sugerem que o grupo é consideravelmente mais anti-judeu que os não-imigrantes, ou pelo menos mais explicitamente contrário.

Mas “o novo anti-semitismo muçulmano” é um tabu, já que abordá-lo apenas fortaleceria os opositores à imigração”, escreveu Krisztina Koenen, jornalista do “Frankfurter Allgemeine Zeitung” e do “Der Welt”, em uma análise publicada em março na revista húngara-judaica “Neokohn”.

O governo da chanceler alemã, Angela Merkel, enfrentou críticas consideráveis, inclusive a de que ela está importando o “antissemitismo”, devido a sua decisão de deixar entrar mais de 2 milhões de imigrantes do Oriente Médio e de todo o resto do mundo árabe desde 2015.

No ano passado, uma entidade federal alemã se esforçou para refutar a alegação de “importação o antissemitismo”. O estudo da Fundação EVZ, sediada em Berlim, afirma que não há conexão entre o anti-semitismo e a imigração, apesar das alegações de alguns judeus em contrário.

A conclusão provocou críticas contundentes do rabino Andrew Baker, diretor de assuntos internacionais do Comitê Judaico Americano e uma das principais entidades abordantes da questão do antissemitismo da organização intergovernamental da OSCE. Ele disse que os autores do relatório “ignoram os dados, descartando o problema e culpando as vítimas”.

Fonte: JTA – Jewish Telegraph Agency I The Algemeiner

Publicado originalmente em 14 de junho de 2019.

Andre Marques
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