David Icke obteve mais de 30 milhões de visualizações nas mídias sociais, mostram novas pesquisas

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As teses político-metafísicas divulgadas pelo ex-apresentador de esportes David Icke já são vistas por mais de 30 milhões de vezes nas mídias sociais, revelou um novo relatório do CCDH, sigla em inglês para “Centro de Combate ao Ódio Digital”.

Um artigo do Jewish Chronicle [1] de 01 de maio noticiou um relatório exclusivo sobre um “perigo ameaçador”, um senhor britânico de 68 anos chamado David Vaughan Icke…

Certo que Icke escreve sobre tantos assuntos que é preterido rotulá-lo como “conspiracionista” ou alguém que aborda determinado conjuntos de temas referentes ao “controle mundial” ou “global” e ainda “Nova Ordem Mundial”. Ele já publicou 20 livros que explicam suas ideias, pensamentos e teses. Antes, Icke foi um jogador de futebol profissional, repórter, apresentador de programa de esportes, e porta-voz do Partido Verde da Inglaterra e do País de Gales. [2]

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Pois bem, a questão que incomodou o CCDH é que milhões viram Icke falar sobre Bill Gates, os Rothschilds e outros, além de como fazem parte da sinarquia global, e sobre redes de vacinações e a tecnologia 5G ou como as pessoas se tornaram mais vulneráveis ​​à doenças nos últimos tempos. É aquilo que “alerta” uma pesquisa do Centro de Combate ao Ódio Digital (CCDH)

O CCDH também reclama formalmente que os vídeos de Icke no YouTube geram receita com anúncios tanto do Google Ads quanto de seu patrocinador, uma empresa de investimentos ao ponto de o próprio CCDH pedir à empresa de mídia social que remova o conteúdo de Icke!

No dia 01 de maio, essa manifestação pegou efeito. Os co-presidentes do Grupo Parlamentar sobre Anti-semitismo, Andrew Percy e Cat McKinnell, além de Damian Collins, ex-presidente do Comitê de Cultura, Mídia e Esporte e o Community Security Trust enviaram uma carta de apoio à convocação de censura promovida pelo CCDH aos chefes do Facebook, YouTube, Twitter e Amazon. O Community Security Trust [Confiança de Segurança da Comunidade], por exemplo, escreveu que as “teorias de conspiração odiosas e perigosas de Icke sejam removidas das principais plataformas de mídia social”. Também algumas pessoas famosas da área médica nos Estados Unidos, como os médicos Dr. Dawn Harper e Christian Jessen também apoiaram o grito por censura do CCDH. [3]

Como não podia faltar, o relatório do CCDH também aponta Icke como um racista. Isso mesmo. E que ele usa a mídia social para promover o racismo.

É importante frisar que Icke não é positivo sobre a figura de Adolf Hitler. Mesmo assim, o CCDH acusa Icke de sugeriu que Adolf Hitler era judeu e um agente do sionismo, caracterizando isso como “ódio racial”. Além de ser contra imigrantes (racista) e contra a predominância de homens muçulmanos na Alemanha (também automaticamente o tornando um racista).

Pesquisas divulgadas no final de abril mostraram que, apesar de tudo isso que lhe acusam e de ser totalmente ostracizado pela mídia maistream nos últimos 30 anos, Icke é conhecido por 51% dos britânicos, com um em cada oito membros da população assistindo a um de seus vídeos ou lendo seus livros. Seu site está entre os 1.000 mais populares no Reino Unido e grande parte de seu tráfego é direcionado pelo Twitter e Facebook.

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Após a polêmica transmissão pela LondonLive de uma entrevista com David Icke no mês passado, o YouTube e o Facebook removeram o vídeo de sua plataforma. No entanto, o CCDH não ficou satisfeito e aproveitou para adicionar em seu relatório que o fato do Facebook e Youtube deixar as contas de Icke ativas permitiu que Icke iniciasse uma campanha de recrutamento causando a maior “expansão” de seus seguidores. O CCDH também se incomodou, não obstante, da ferramenta aleatória do YouTube mostrar o vídeos de Icke nas recomendações. E embora o Facebook tenha removido sua conta, uma segunda página – “David Icke – Headlines” permanece ativa.

Embora Imran Ahmed, CEO do Centro de Combate ao Ódio Digital, tente enquadrar as pregações de Icke como algo malévolo no sentido de “espalhar boatos” sobre a pandemia que ocorre no mundo atualmente de Covid-19, o fato é que o relatório e nem qualquer pessoa proeminente que concorde com o posicionamento do CCDH leva em conta que talvez as pessoas não procurassem tanto alguém que fala sobre “conspirações” geopolíticas e político-metafísicas da Nova Ordem mundial se não ficasse tão claro o quanto o mundo moderno é dominado financeira e culturalmente por um número cada vez menor de pessoas e entidades em seus oligopólios controlando tudo que fazemos, compramos ou falamos, separando cada vez mais as pessoas dos governos que dizem os representar, onde fica claro que quem vai contra o establishment deve ser banido e aniquilado sem democracia, sem liberdade de expressão sem individuo de direito e como o ódio sionismo como ideologia e pensamento político-religioso se organiza cada vez mais detendo nas mãos de um determinado grande conjunto de pessoas tudo aquilo que consumimos e usamos para nos orientar, pregando “liberdades” quando se quer defender um determinado ponto de vista mais fechado e “direitos” quando interessam a eles serem os racistas e fechados.

Irrelevante se concordemos com algo que David Icke diz ou deixa de dizer, talvez o relatório do CCDH e as mídias israelenses não se sentissem tão enfurecidas se David Icke não envolvesse em suas teses o sionismo internacional, a geopolítica de Nova Ordem Mundial e os Protocolos dos sábios de Sião. Afinal, se se se tratam de coisas às quais não são endereçadas a nenhuma pessoa em específico e se suas fontes são fraudulenta, qual o motivo para censurá-lo? Afinal, não é daí que os governos implantados em territórios se motivam a jogar bombas em palestinos desprotegidos com o aplauso midiático e o apoio da “cristandade pró-Israel”… ou é?

Notas:

[1] Lee Harpin. Icke antisemitic conspiracies viewed over 30 million times, new research shows: Centre for Countering Digital Hate calls for removal from social media. The Jewish Chronicle, News, 01 mai. 2020. Disponível em https://www.thejc.com/news/uk-news/icke-antisemitic-conspiracies-viewed-over-30-million-times-new-research-shows-1.499368

[2] Wikipédia, a enciclopédia livre. David Icke. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Icke

[3] De Tilt. YouTube exclui canal de teórico da conspiração com vídeos contrários à OMS. Uol, Redes Sociais. São Paulo, 04 mai. 2020. Disponível em https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/05/04/youtube-exclui-canal-contrarios-oms.htm

Andre Marques
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