CEO do YouTube: Com 10 mil operadores, reduzimos em 70% o tempo que as pessoas assistem “conteúdo controverso”

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A CEO do YouTube, Susan Wojcicki, disse a Lesley Stahl o que a plataforma de vídeos está fazendo sobre o chamado “discurso de ódio” em uma entrevista no primeiro domingo deste mês (01), no programa da CBS 60 Minutes. Nessa entrevista, foi relatado como o Youtube, empresa da Google faz para manter suas caça às bruxas que deixa até mesmo seus funcionários doentes e os faz pensar “fora da Matrix”.

Após o banimento de todo conteúdo nacionalista e dissidente do Youtube, rotulando tudo como “Nacionalismo Branco” em junho deste ano, Wojcicki disse à 60 Minutes que o Google emprega 10.000 pessoas para se concentrar em oque ela chama de “conteúdo controverso”. Ela descreveu a agenda deles, que inclui tempo para terapia. Stahl também disse que há relatos de que os “monitores” estão “começando a comprar aquilo que eles chamam de “teorias da conspiração”, que são aquilo que os dissidentes no espaço cibernético tentam propagar.

“O que realmente tivemos que fazer foi reforçar nossa aplicação para garantir que pegássemos tudo e que usássemos uma combinação de pessoas e máquinas”, explicou Wojcicki. “Portanto, o Google como um todo tem cerca de 10.000 pessoas focadas em conteúdo controverso”.

Trecho da entrevista

Lesley Stahl: Disseram-me que é muito estressante ver esses vídeos questionáveis o tempo todo. E que na verdade existem conselheiros para garantir que não haja problemas mentais com as pessoas que estão fazendo esse trabalho. Isso é verdade?

Susan Wojcicki: É uma área muito importante para nós. Tentamos fazer todo o possível para garantir que este seja um bom ambiente de trabalho. Nossos revisores trabalham cinco às oito horas analisando vídeos. Eles têm a oportunidade de fazer uma pausa sempre que quiserem.

Lesley Stahl: Também ouvi dizer que esses monitores, revisores, às vezes, estão começando a comprar as teorias da conspiração.

Susan Wojcicki: Eu definitivamente ouvi sobre isso. E trabalhamos muito duro com todos os nossos revisores para garantir que, você sabe, estamos fornecendo os serviços certos para eles.

Wojcicki e a Seção 230, parando 70% do conteúdo controverso

Lesley Stahl: depois de assistir a um desses, os algoritmos do YouTube podem recomendar que você assista conteúdo semelhante. Mas, por mais prejudicial ou falso que seja, o YouTube não se responsabiliza por nenhum conteúdo, devido a uma proteção legal chamada Seção 230.

A lei seção 230 não o responsabiliza pelo conteúdo gerado pelo usuário. Mas, na medida em que você recomenda coisas, às vezes 1.000, às vezes 5.000 vezes, você não deve ser responsabilizado por esse material, porque o recomenda?

Susan Wojcicki: Bem, nossos sistemas não funcionariam sem recomendar. E então se…

Lesley Stahl: Não estou dizendo que não recomendo. Só estou dizendo ser responsável por quando você recomenda tantas vezes.

Susan Wojcicki: Se fôssemos responsáveis ​​por cada conteúdo que recomendamos, teríamos que analisá-lo. Isso significaria que haveria um conjunto muito menor de informações que as pessoas encontrariam. Muito, muito menor.

Lesley Stahl: Ela nos disse que, no início deste ano, o YouTube começou a reprogramar seus algoritmos nos EUA para recomendar vídeos questionáveis ​​muito menos e direcionar os usuários que pesquisam esse tipo de material para fontes autorizadas, como clipes de notícias. Com essas mudanças, Wojcicki diz que reduziu em 70% o tempo em que os americanos assistem a conteúdos controversos.

Mais que perca de direitos, é um controle de massa

Quando se fala em “conteúdo controverso”, na grande maioria dos casos, estamos falando daquilo que o próprio Sistema unilateral de informações em rede mundial não recomenda que vejamos. Uma vez obtendo parte do oligopólio informativo mundial e do tráfego em rede – coisa que deveria ser livre pois é garantido por quase todas as Constituições modernas -, esses agentes em cargos de poder, a mando de seus mestres sentem-se no direito de definir aquilo que podemos ou não consumir, classificando como “controverso” ou “perigoso” tudo aquilo que é danoso para o próprio sistema. Trata-se aqui não apenas de quebra de direitos universais e caros para a humanidade, mas de uma tentativa descarada e aberta de controle mental e lavagem cerebral para todos, de qualquer povo e qualquer raça.

Porque tanto medo, capaz de fazer com que essas megacorporações transnacionais que não precisam respeitar direito algum de qualquer país, com suas próprias legislações, invistam milhões em censura de conteúdo?

Como mostrado em artigo anterior, trata-se da famigerada acusação elástica ‘incitação ao ódio’. Uma acusação que pode ser interpretada de acordo com a posição das nuvens. Se a informação é uma guerra, então lutar no campo do inimigo é um erro, a parte mais difícil ou os dois.

Fonte: Real Clear Politics

Publicado originalmente por Ian Schwartz em 2 de dezembro de 2019.

Tradução de André Marques

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Andre Marques

Fundador e editor-geral em O Sentinela
Brasileiro, estudante de Direito e atuante na área de marketing é fundador e editor do site O Sentinela desde abril de 2013.
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