A Família Hitler: da Origem aos Dias Atuais

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Tal como dá-se o conhecimento mais difundido desde pouco depois do fim da Segunda Grande Guerra, os administradores da Nova Sociedade Internacional em que vivemos, sobe a regência das Nações Unidas, da OTAN e etc., como únicos senhores do mundo, agregaram paulatinamente toda a desgraça, a culpabilidade da tragédia de mortes humanas e destruição a um único ser humano chamado Adolf Hitler, e a uma única frente política chamada de nacional-socialismo (que hoje já evoluiu para nacionalismo em geral ou que não represente valores degenerados e corrompidos). Pois imagine hoje se você descobrisse que na sua árvore genealógica estaria presente o nome do Chanceler alemão Adolfo. Como você se sentiria? Como a sociedade te olharia se soubesse? Injusto?
Esse artigo tratará de alguns dados materiais acerca dos parentes de Hitler e quais as convenções que os seguem, como são encarados perante a sociedade -tanto os vivos quantos os que já se foram – e compararemos com alguns levantamentos independentes divulgados pela grande mídia de massa, achemos conclusivo ou não, dando o leitor, após compreender o panorama histórico verificar se há ou não alguma mistificação quando o assunto é o famigerado “nazismo” e a “figura pintada” de Hitler.
Origem
Começaremos pela sua árvore genealógica e origem do sobrenome.
Adolf, nasceu num pequeno lugar do então Império Austro-Húngaro chamada Braunau am Inn, um pequeno município no norte da atual Áustria, 60 quilômetros ao norte de Salzburgo em em 20 de abril de 1889. A localidade chama-se assim por estar situa-se à beira do rio Inn, que separa a região do estado alemão da Baviera, onde do outro lado do rio está a localidade bávara de Simbach am Inn, ligadas por uma ponte.
Localização de Braunau am Inn, região de origem bávara quase fronteiriça com a Alemanha, que na época do nascimento de Hitler era Império do Kaiser a poucas décadas unificada por Bismarck 
Ancestrais, seus pais e a razão do sobrenome
Alois (1903) no corpo cívico militar

Hitler era filho do casal Alois e Klara. Alois, na época funcionário aduaneiro e veterano de guerra, nasceu com o nome Aloys Schicklgruber, em Waldviertel, à 7 de Junho de 1837, uma aldeia localizada no noroeste da Áustria, uma região de morros e bosques com poucos recursos econômicos. Filho ilegítimo de Maria Anna Schicklgruber, com 41 anos de idade, sua mãe era filha de Johann Schicklgruber, um pobre e pequeno camponês proprietário de terra.

Os irmãos Johann Georg e Johann Nepomuk Hiedler estão ligados a Adolf Hitler de várias maneiras, embora a relação biológica seja posta em causa.

Johann Georg foi legitimizado e considerado, oficialmente, o avô paterno de Hitler pelo Terceiro Reich. Não se sabe se era ou não o avô paterno biológico de Hitler. Casou com a sua primeira mulher em 1824, mas esta morreu ao dar à luz cinco meses depois. Em 1842, casou-se com Maria Anna Schicklgruber (15 de Abril de 1795 – 7 de Janeiro de 1847) tornando-se padrasto legal do seu filho ilegítimo de cinco anos, Alois.

Com cerca de dez anos de idade, próximo da morte da mãe, Alois foi morar com Johann Nepomuk na sua faazenda. O nome de Johann Nepomuk Hiedler (também conhecido como Johann Nepomuk Hüttler) tem origem num santo boémio, Johann von Nepomuk, um santo importante para os naturais da Boêmia, tanto de etnia alemã como checa. Johann Nepomuk tornou-se um proprietário relativamente abastado e casou-se com Eva Maria Decker (1792–1873), que era quinze anos mais velha.

Os nazis publicaram um panfleto durante a campanha para as segundas eleições de 1932 intitulada “Factos e Mentiras Acerca de Hitler” o qual negava o rumor espalhado pelo S.P.D. e pelo Partido do Centro que Hitler tinha antepassados checos. Não há qualquer evidência que algum antepassado conhecido de Hitler tivesse origem checa.

Na busca de uma melhoria em sua qualidade de vida, Alois com 18 anos de idade, em 1855, passou a trabalhar no Ministério das Finanças austríaco após passar muitas privações e ter uma vida dura esforçando-se muito. Mesmo não possuindo um cargo privilegiado, iniciou os estudos, na perspectiva de conseguir aprovação em um concurso público. No ano de 1861, após sua aprovação em um exame, foi nomeado supervisor em um posto alfandegário, e após três anos, foi promovido agente alfandegário.

Como jovem oficial em ascensão nas alfândegas, Alois usou o seu nome de nascimento. No entanto, no Verão de 1876, com quarenta anos de idade e bem estabelecido na sua carreira, ele pediu permissão para usar o nome do seu padrasto, agora morto.

 

Árvore genealógica familiar da família Hüttler, Hiedler ou Hitler
Ele compareceu perante o padre da paróquia de Döllersheim e afirmou que o seu pai tinha sido Johann Georg Hiedler, que tinha casado com a sua mãe. Três familiares compareceram como testemunhas, um deles sendo Johann Nepomuk, o genro de Hiedler. O padre concordou em amendar os registos, as autoridades civis deram automaticamente vazão à decisão da igreja e assim Alois tinha um novo nome. A mudança oficial, registada na conservatória do registo civil em Mistelbach em 6 de janeiro de 1877 transformou “Aloys Schicklgruber” em “Alois Hitler.” Não se conhece quem terá decidido o uso da pronúncia de Hitler em vez de Hiedler. Pode ter sido do funcionário em Mistelbach. As pronúncias ainda estavam a ser padronizadas naquela altura.
O historiador Ian Kershaw afirma:

“O primeiro de muitos golpes de sorte para Adolf Hitler teve lugar 13 anos antes de ter nascido. Em 1876, o homem que seria o seu pai, mudou o nome de Alois Schicklgruber para Alois Hitler. Podemos tomar a afirmação de Adolf como sincera quando ele disse que “nada que o seu pai tinha feito lhe agradara tanto como a decisão de abandonar o sobrenome rústico e grosseiro de Schicklgruber. Certamente, a saudação ‘Heil Schicklgruber’ não teria sido tomada para um herói nacional” (Kershaw, p. 3).

Sobre a escrita correta do sobrenome, a uma questão a ser dita:

“O avô paterno de Hitler se chamava Johan Georg Hiedler. Isso não significa que o “Hitler” de Alois era exatamente um erro de cartório. O próprio irmão de Johan Georg, Johann Nepomuk, assinava “Hüttler“. Ou seja: havia, e ainda há, várias formas de escrever o sobrenome da família. 

“Hüttler” é a mais correta – significa “carpinteiro”; ou melhor “construtor de cabanas” (“hütte”, em alemão, que gerou o inglês “hut”, que hoje batiza a rede de pizzarias cujo nome poderia ser traduzido como “Cabana da Pizza”). “Hitler” foi uma variação pouco usada. As pessoas que fizeram parte da árvore genealógica de Adolf usavam mais Hüttler, Hiedler, Hiedle.”

Mas até hoje se especula se verdadeiramente Alois era filho ilegítimo, quem era o seu pai verdadeiro e se havia outro motivo para ele ter mudado o sobrenome.
Porém, um fato interessante quanto a parentescos é que a avó de sua terceira esposa (a mãe de Hitler), Klara Pölzl era uma Nepomuk e sua mãe Hiedler, ou seja, da família de seu suposto pai adotivo.
Para historiadores, a questão da ascendência judaica de Hitler é também infundada. Ela baseia-se essencialmente nas afirmações feitas após a guerra por Hans Frank, cuja tese é geralmente considerada como dúbia por historiadores, supostamente contando que em confissão a um padre enquanto aguardava a execução disse que após Hitler lhe ter ordenado que investigasse, ele descobriu que a avó de Maria tinha trabalhado como criada em Graz para um judeu rico chamado Leopold Frankenberger (mentira espalhada por um dos meio-sobrinhos que apoiou o lado estadunidense). Frank afirmou que Maria ficou grávida e regressou à vila natal de Strones para ter o bebê. Os testemunhos de Frank foram tomados por verdadeiros nos anos 50, mas na década de 1990 após maiores pesquisas, constatou-se sem base.
O historiador Ian Kershaw afirma que se trata de “difamação” por parte dos opositores de Hitler, notando que todos os judeus tinham sido expelidos de Graz no século XV e não tinham podido regressar até à década de 1860. Também não há quaisquer provas de que Maria Schicklgruber alguma vez tenha vivido em Graz. Joachim Fest vai além, descartando totalmente a hipótese.
Klara ca. de 1875

Klara (1860 – 1907), nascida com o nome de Klara Pölzl era natural de Spital (região de Waldviertel na Baixa Áustria), filha de Johann Baptist Pölzl e Johanna Hiedler. O casal teve cinco filhos e seis filhas, dos quais dois dos rapazes e três moças (Klara, Johanna e Theresia) chegaram à idade adulta. A identidade dos irmãos de Klara é desconhecida.

Morando ao lado da casa onde o seu futuro marido Alois (para quem Klara trabalhou como empregada doméstica), ela cresceu sob o cuidado do avô dela. Esse, Johann Nepomuk Hiedler, o tio-padrasto de seu futuro marido, ao qual lhe atribuem a paternidade verdadeira (mas sem nada conclusivo).

Klara era católica devota e refrequentava a igreja e sempre foi dona de casa, dedicando sua vida adulta ao marido, Alois.
Juntos o casal teve um total de 6 filhos, dos quais Edmund, Otto, Gustav e Ida não chegaram a fase adulta e somente Paula, a caçula, e Adolf, o quarto filho, sobreviveram a infância. Já Alois, que estava no terceiro casamento chegou a ter outros filhos que chegaram a fase adulta e logicamente sendo os meio-irmãos de Hitler, foram os únicos a deixar alguma descendência direta. Esses filhos foram Alois Hitler Junior e Angela Hitler, fruto do seu casamento anterior com Franziska Matzeksberger.Paula, a sua irmã legítima
Paula nasceu em Hafeld, Áustria. Após a morte da mãe, Hitler concedeu a sua parte da pensão de órfão à irmã. Ela perdeu o contacto com Adolf por muitos anos, incluindo a Primeira Guerra Mundial e o seguimento. Ela disse mais tarde que quando se voltaram a encontrar, na década de 1920, ela ficou surpresa e não o reconhecia sequer, mas ficou encantada quando ele a levou às compras. A partir de 1929 ela só o via uma vez por ano, normalmente em grandes eventos. Em 1936, ele pediu-lhe que ela mudasse o nome para Paula Wolf (alcunha de infância de Hitler, que ele tinha usado na década de 1920, incógnito). Adolf ofereceu-lhe apoio financeiro regular desde o início da década de 1930 até à sua morte em 1945.Paula trabalhou como secretária num hospital militar até ao fim da Segunda Guerra Mundial. Foi presa pelos Aliados em 1945, foi inquirida e libertada no início do ano seguinte. Ela disse não acreditar que o irmão dela era o responsável pelo Holocausto mas os agentes ignoraram isto considerando que era um ato de lealdade a Hitler. Depois de livre da custódia dos EUA, Paula voltou a Viena onde ela trabalhou em uma loja de artes. Em 1952 ela foi viver em Berchtesgaden, Alemanha, onde levou uma vida em isolamento num apartamento com dois quartos até à sua morte em 1 de Junho de 1960. Paula nunca se casou nem teve filhos. Há algumas evidências de que ela compartilhou com seu irmão fortes convicções nacionalistas, mas não era politicamente ativa. 

Paula na velhice (pós-guerra e ostracismo na Alemanha). Ela nunca casou ou teve filhos
Paula foi sepultada em Berchtesgaden, Alemanha.

Os meio-irmãos de Hitler

Alois Hitler Jr (13/1/1882) era filho ilegítimo de seu pai Alois Hitler com Franziska Matzelsberger, pois o mesmo casou-se com Franziska após sua primeira mulher, Anna Glasl-Hörer, ter ficado doente e morrido em 6 de abril de 1883. O casamento ocorreu em 22 de maio daquele ano e o menino, também batizado Alois, mas como os pais não eram casados o nome de família da criança ficou primeiramente com o da mãe, Matzelsberger. A cerimônia ocorreu em Braunau am Inn com alguns funcionários como testemunha. Alois tinha 45 anos de idade e Franziska 21 que então, possibilitou que legitimassem o filho.

De acordo com seu filho William Patrick Stuart-Houston, nascido William Patrick Hitler, no final da década de 1890 Alois abandonou o lar paterno devido a conflitos com seu pai e relações não muito boas com sua madrasta. Após trabalhar como garçom aprendiz no Shelbourne Hotel em Dublin, Irlanda, foi preso por roubo e cumpriu uma pena de cinco meses em 1900, seguida por uma sentença de oito meses em 1902.

Em 1909 Alois Hitler conheceu a irlandesa Bridget Dowling na RDS Arena. Fugiram para Londres e casaram em 3 de junho de 1910. William Dowling, o pai de Bridget, ameaçou mandar prender Alois por sequestro, mas Bridget conseguiu contornar a situação.

O casal estabeleceu-se em Liverpool, onde o filho William Patrick Hitler nasceu em 1911. Moraram em um flat na 102 Upper Stanhope Street. A casa foi destruída no último bombardeio de Liverpool na Segunda Guerra Mundial, em 10 de janeiro de 1942. Não restou nada da casa nem das outras em sua vizinhança, sendo á área limpa e coberta de grama.

 

Alois Jr. na velhice

Alois Hitler estabeleceu-se com um pequeno restaurante em Dale Street, uma pensão na Parliament Street além de um hotel no Mount Pleasant, mas todos estes empreendimentos falharam. Finalmente ele deixou sua família em maio de 1914 e retornou sozinho para o Império Alemão, para estabelecer-se no negócio de lâminas de barbear. A Primeira Guerra Mundial eclodiu logo depois, isolando Alois na Alemanha e impossibilitando sua mulher e o filho de se juntarem a ele. Alois casou então com outra mulher que lá conheceu, Hedwig Heidemann em 1916, tendo um filho com ela chamado Heinz. Após a guerra Bridget foi informada que Alois estava morto…mas seu ardil foi descoberto pelas autoridades alemãs e Alois foi processado por bigamia em 1924, mas absolvido devido à intervenção de Bridget em seu nome.

William Patrick ficou com Alois e sua nova família durante as suas primeiras viagens à Alemanha da República de Weimar no final da década de 1920 e início da década de 1930. Em 1934 Alois estabeleceu um restaurante em Berlim, que tornou-se um local popular entre as tropas da SA. Alois conseguiu manter o restaurante funcionando durante toda a Segunda Guerra Mundial. No final da guerra foi preso pelos britânicos, mas liberado quando ficou claro que ele não tinha participado do regime de seu irmão Adolf Hitler.

Alois Jr. morreu de causas naturais, em 1956.


Angela Hitler (28/6/1883), nasceu um ano antes da morte da mãe Franziska Matzeksberger. Assim como Hitler, ela também nasceu e passou sua infância em Braunau. Ela e seu irmão Alois Hitler Jr. criados por seu pai e sua terceira mulher, Klara Hitler, era seis anos mais velha que seu meio-irmão Adolf Hitler, mas eles cresceram sempre juntos e ela é a única de seus irmãos mencionada no Mein Kampf. Seu nome, posteriormente passou a ser seu nome passou a ser Angela Franziska Johanna Hammitzsch. Ao casar-se com Leo Rudolf Raubal, ela teve três filhos: Leo Rudolf Raubal Jr., Geli Raubal e Elfriede (Friedl) Raubal. Ela faleceu em Hânover em 30/9/1949.

Meios-sobrinhos
Leo Rudolf Raubal Jr., filho de Angela e Leo Rudolf Raubal trabalhou em Salzburgo como professor de química. Visitava sua mãe de forma esporádica, quando morava em Berchtesgaden. Leo Raubal era, assim como seu primo mais novo, Heinz Hitler, mas ao contrário de William Patrick Hitler, um “sobrinho favorito do líder”, e Hitler gostava de passar o tempo com ele.

Antes da guerra, tornou-se gerente da Siderúrgica Linz. Em outubro de 1939, foi convocado para a Luftwaffe e foi tenente do corpo de engenharia. Ele se parecia com Adolf Hitler e, por vezes, atuou como dublê de Hitler durante a guerra.

Foi ferido em janeiro de 1943 durante a Batalha de Stalingrado, e Friedrich Paulus solicitou a Hitler um plano para evacuar Raubal para a Alemanha. Hitler se recusou e Raubal foi capturado pelos soviéticos em 31 de janeiro de 1943. Hitler deu ordens para verificar a possibilidade de uma troca de prisioneiros com os soviéticos com o filho de Josef Stalin, Yakov Dzhugashvili, que estava no cativeiro alemão desde 16 de julho de 1941. Stalin se recusou a trocá-lo, seja por Raubal ou por Friedrich Paulus e afirmou “guerra é guerra”…daí vem o ditado?

Raubal ficou detido em prisões de Moscou e foi libertado pelos soviéticos em 28 de setembro de 1955, e retornou para a Áustria. Viveu e trabalhou em Linz como professor. Faleceu durante um período de férias na Espanha e foi enterrado em 7 de setembro de 1977, em Linz. Leo Raubal Jr. teve um filho Pedro (nascido em 1931), que é (juntamente com o filho de Elfriede, Heiner Hochegger, e os três filhos de William Patrick Hitler), os parentes vivos mais próximo Adolf Hitler.

Angela “Geli” Raubal (4/6/1908) a segunda filha de Leo Raubal e Angela, abandonou a medicina para abraçar a carreira de cantora clássica, mas acabou supostamente morrendo por suicídio tragicamente e muito jovem com o tiro de pistola no peito em 17 de setembro de 1931. Hoje em dia a dita morada alberga desde já muitos anos uma delegacia, entre outras coisas para evitar que se converta em lugar de peregrinação para simpatizantes de Adolf Hitler.

Apesar das fofocas que foram feitas sobre uma possível relação amorosa entre ambos Adolf e Geli, suportada durante muito tempo por  pessoas como William Patrick, Leo Raubal Jr. (meio-sobrinho) e Otto Sttrasser, e que Adolf possuia uma relação doentia com a meia-sobrinha, o historiador Werner Maser demonstrou que não existem razões para pensar que Hitler tivesse algo que ver no suicídio de Geli ocorrido em 1931. Mas o próprio Werner afirmou que foi ele o responsável por uma gravidez indesejada que teria causado o suicídio de Geli, confirmando um dos rumores da época. Teoria que ficou descartada uma vez se ter comprovado que Geli não estava grávida. Ademais, Hitler sustentava uma relação com Eva Braun, uma jovem de 19 anos, desde pelo menos dois anos antes da morte de Geli. O próprio Leo Raubal Jr. afirmou que Hitler era totalmente inocente desse caso, isso após a guerra.

Elfriede (Friedl) Raubal nasceu em 1910 e faleceu em 1993, com 83 anos.

William Patrick Stuart-Houston (nascido William Patrick Hitler) nascera em Liverpool, em 1911, do meio-irmão de Adolf Hitler, Alois Hitler, Jr., e sua primeira esposa, Bridget Dowling. Depois de uma fracassada tentativa de morar na Alemanha e pegar carona na fama do tio ditador, acabou se mudando às pressas para Nova York. “O que se diz é que Willy, sem ter conseguido obter vantagens com o nepotismo, ameaçando divulgar a mentira de um suposto parentesco de Hitler com um suposto judeu austríaco chamado Frankenberger, o que tornaria público o vínculo semita do führer”, diz o historiador Michael Unger, autor do livro The memories of Bridget Hitler, sobre a segunda esposa do patriarca Alois.

Ele adotou o “american way of life”, inclusive escrevendo ao então presidente Franklin Delano Roosevelt (1933-1945) e pedindo para ser aceito na Marinha dos Estados Unidos. Diz-se que, quando em 1944 o voluntário compareceu ao escritório de alistamento e disse seu sobrenome, o oficial presente respondeu: “Muito prazer, senhor Hitler. Meu nome é Rudolf Hess” (numa referência ao ex-número 2 da hierarquia nazista). O resultado desta incursão militar contra a pátria do tio Adolf foi um ferimento leve que lhe rendeu a medalha Purple Heart. Casado com uma discreta senhora alemã, seus filhos começaram a nascer a partir de 1949. Alexander, hoje com 57 anos, foi o primeiro. Apesar do proclamado ódio de Willy ao tio, seu primogênito recebeu no batismo o nome de Alexandre Adolf. Depois dele vieram Louis, 55, Howard – que morreu num acidente de carro em 1989 – e o caçula Brian, 41.

 

Willy e sua mãe Bridget Dowling nos Estados Unidos da América

Faleceu nos Estados Unidos em 14 de julho de 1987.

Heinrich “Heinz” Hitler (14/3/1920), ao contrário de seu meio-irmão, William Patrick Stuart-Houston, era ferrenho partidário dos nacionais-socialistas alemães. Ele participou da  Instituto Nacional de Educação Política (Napola) uma academia militar alemã de elite SS em Ballenstedt/Saxônia-Anhalt. Aspirando a ser um oficial, Heinz ingressou na Wehrmacht como um suboficial em 1941, e participou da invasão da União Soviética, a Operação Barbarossa  (Frente Oriental).

Em 10 de janeiro de 1942, foi capturado pelas forças soviéticas e enviado para a prisão militar de Butyrka em Moscou, onde morreu com 21 anos, depois de vários dias de interrogatório e tortura.

Esposa

Eva Anna Paula Braun (sobrenome de solteira), nasceu em 6 de fevereiro de 1912. A segunda de três filhas de Friedrich (“Fritz”) Wilhelm Otto Braun, e de Franziska Katharina, nascida Kranburger. O pai era da confissão evangélico-luterana e no casamento prometera criar seus filhos na fé católica, prática comum na Baviera, com uma mãe católica. Eva cresceu portanto no ambiente de uma família de funcionário público, que com três filhas certamente não podia acumular riquezas, mas não chegava a passar necessidade. Em 1914 Fritz Braun alistou-se, lutou em Flandres. Em casa, Fanny Braun costurava uniformes para ajudar na renda familiar. Quando chegou à idade de ir para a escola, Eva foi morar com os avós em Geiselhöring e aprendeu a ler e escrever em uma escola religiosa próxima.

Quando a guerra terminou e Fritz Braun voltou para casa, Eva também voltou para junto dos pais e irmãs e foi à escola em Munique. Em 1928 Eva deixou o Liceu e ingressou num curso profissionalizante promovido em Simbach pelo Instituto da Sagrada Virgem Maria, em latim Institutum Beatae Mariae Virginis, IBMV, uma congregação católica fundada pela inglesa Mary Ward. Voltou a Munique em 1929 com um diploma de conclusão de curso de contabilidade comercial. Encontrou emprego no consultório de um ginecologista, Dr. Gunther Hoffmann, na Theresienstraße,. Sua irmã Ilse também estava empregada no consultório de um otorrinolaringologista, Dr. Martin Levi Marx, também de fé mosaica, como seu colega Dr. Hoffmann. Após tres ou quatro meses Eva estava farta da antessala, jaleco e dos pacientes. Outra tentativa como datilógrafa também fracassou. Fritz Braun finalmente procurou o proprietário de uma loja de fotografia. Assim, Eva foi empregada na firma “Heinrich Hoffmann, Kunstphotographie”, na Schellingstraße 50, cuidando da contabilidade e ajudando no laboratório, pois gostava muito disso. Foi no atelier de Heinrich Hoffmann que Eva foi apresentada a Adolf Hitler, que ficou encantado. Sempre que vinha à loja do fotógrafo fazia elogios a Eva, e eventualmente trazia flores ou bombons.

 

Poucos dias após o grande acontecimento em Berlim, 30 de janeiro de 1933, quando Hitler se tornou chanceler da Alemanha, Eva festejava sua maioridade, em 6 de fevereiro de 1933. Hitler presenteou-a com um conjunto de jóias, anel, brincos e pulseira, cravejados de turmalinas. Ficaram sendo suas jóias favoritas até o fim. Entretanto, embora a relação entre Eva e Hitler fosse intensa, não era visível ao público. Apenas poucas pessoas mais chegadas tinham conhecimento. Para Eva os tempos não foram fáceis. Muitas vezes passava longos períodos, até meses, sem vê-lo. Hitler estava empenhado num trabalho descomunal, a reedificação da Alemanha.

No dia 30 de março de 1936 as irmãs Eva e Gretl (Margarete) mudaram para a casa que Hitler comprara para Eva, na Wasserburgstraße, 12, em Munique. Eva não precisava mais trabalhar na loja de fotografia, foi nomeada secretária particular de Hitler. No entanto, nem aqui o via com frequência. Embora Eva desfrutasse agora de maior liberdade e privacidade, recebendo visitas de amigos e parentes, o lugar realmente preferido, onde sentia-se feliz era na casa em Obersalzberg, onde Hitler estava em casa, onde havia aconchego e onde Eva podia ser dona de casa. Para Eva, aquela casa significava vida, o lar, ainda que mesmo aqui tinha que se esconder vez ou outra. Mantinha distância de todas as pessoas que circundavam Hitler, e o que para muitas pessoas parecia arrogância, não passava de acanhamento. À maioria dos visitantes não ficava claro o papel da jovem dama loira, que à mesa sempre sentava ao lado esquerdo do Führer.

 

Eva tinha uma personalidade jovial, festiva, gostava de esportes, de se vestir bem, era excelente fotógrafa e filmou muitas cenas familiares e com Hitler. Aos poucos foi fazendo amizade com as mulheres dos colaboradores mais próximos do Führer, como Magda Goebbels, Emmy Göring, Gerda Bormann, e outras, e sempre mantendo contato cordial com suas amigas de longa data, como principalmente Herta Schneider.

Durante a guerra Eva encontrava Hitler menos ainda que antes. Vez ou outra acompanhava a amiga Herta a Berlim, onde ficava alguns dias. Com o recrudescimento da luta Eva resolveu não ficar à parte, inativa, e retomou seu trabalho na loja de fotografia. Hitler telefonava a cada dois dias. Sempre que possível lhe escrevia e mandava presentes, sempre acompanhados de algumas palavras carinhosas, que para Eva valiam mais que os presentes.

Eva vivenciou em 1943 bombardeios em Berlim e Munique. Sua própria casa foi atingida. Quanto mais a situação se agravava, mais Eva desejava viajar para Berlim. Chegou à capital em 21 de novembro de 1944. Quando Hitler foi dirigir a Ofensiva das Ardenas (Ardennenoffensive) Eva voltou para casa. Retornou a Berlim em 19 de janeiro de 1945 com sua irmã Gretl para ficar próxima a Hitler. Voltou a Munique no início de fevereiro e celebrou seu 33º aniversário em pequeno círculo. Estava decidida a voltar a Berlim, apesar da ordem estrita de Hitler de permanecer no Berghof. Não está bem claro como e quando ela chegou em Berlim, final de março ou início de abril. Passou a viver no Bunker, a muitos metros no subsolo. No início ainda era possível subir à superfície em alguns momentos, para tomar um pouco de ar fresco. Acampanhava-a a Sra. Traudl Junge, uma das tres secretárias de Hitler, e passeavam um pouco no jardim da Chancelaria.

No dia 20 de abril, aniversário do Führer, não houve celebração. As tropas soviéticas tinham chegado à Floresta do Spree. Os dias seguintes foram caóticos. A resistência contra o avanço dos russos era desesperada. Quanto mais o cerco se fechava mais feroz era a luta dos soldados alemães. Jovens de 14 a 16 anos, armados apenas com panzerfaust faziam frente aos carros de combate soviéticos, lutando como veteranos, desprezando a morte. Na batalha por Berlim os russos perderam 800 carros de combate.

Na noite de 29 de abril, na presença das testemunhas Goebbels e Bormann foi realizado o casamento de Eva Braun e Adolf Hitler (no qual tornou-se Eva Anna Paula Hitler). Dia 30 de abril, às 15 horas, o casal se despediu dos que ainda ocupavam o Bunker e se retirou. Ecoou um tiro. O SS-Adjutant Otto Günsche, que ficara de guarda à porta anunciou: “O Führer está morto“. Hitler estava sentado no lado esquerdo do pequeno sofá, com sangue escorrendo das têmporas. Eva a seu lado, a cabeça apoiada no ombro dele. Envenenara-se.

Os meio-sobrinhos segundos

Alexander, Louis e Brian – três respeitáveis comerciantes de meia-idade – fazem de conta que a história não é com eles. Na Câmara de Comércio de Patchogue, a empresa de jardinagem Fantastic Gardens, no número 67 da avenida Avery, está registrada em nome dos irmãos Stuart-Houston. Louis, o segundo filho de William Patrick, cuida mais da burocracia do negócio. Mas ainda é possível ver Brian mexendo na terra dos jardins das mansões de Long Island – a maioria, diga-se, residências de famílias de sobrenomes como Rothemberg, Goldman, Cohen e outros galhos da árvore genealógica judaica. Hoje em dia, quase todo mundo sabe que o patriarca “Willy”, morto em 1987 e que morava num bangalô modesto na rua Silver, era filho de Alois Hitler Jr., o meio-irmão de Adolf, por parte do pai.

Uma reportagem da ISTOÉ procurou os sobreviventes em Long Island, mas, assim como outras publicações, não conseguiu entrevistar nenhum Hitler. Alexander, um assistente social que cuida de veteranos de guerra, nem sequer abriu a boca, fechando a porta na cara do repórter. Já Louis, na loja de jardinagem, disse que os irmãos estavam prestes a publicar um livro biográfico e que não iriam antecipar seu conteúdo para a imprensa. “Você não contaria primeiro para outra revista o que recolheu para este artigo, não é?”, disse.

De todo modo, o segredo familiar já se espalhou. A peça de teatro Little Willy, de Mark Kassen, e que fala de William Patrick, está em cartaz. Reportagens apareciam nos jornais de quase todo o mundo.

Uma revista francesa (a revista ‘Paris Match’) revelou que dois familiares do chanceler alemão vivem atualmente nos EUA e nenhum deles tem filhos, levando uma vida semelhante a de muitos norte-americanos.

“Teria sido melhor se nós não fossemos descendentes de Hitler”, disse Alexander Stuart-Houston a um dos jornalistas da revista francesa.

O repórter perguntou-lhe se era verdade que a família de Adolf Hitler tinha feito um pacto para nunca mais ter filhos. “A única regra que temos”, disse ele, é “não falar com os jornalistas”.

De acordo com David Gardner, autor de “O Último dos Hitlers”, os irmãos nunca assinaram um acordo, mas a verdade é que nenhum é casado e não tem filhos.

Por sua vez, o escritor e historiador espanhol César Vidal lembra que, “atualmente, apenas cinco parentes (diretos, de sangue) de Hitler ainda estão vivos: Alexander, Louis e Brian e dois filhos de sua meia-irmã Angela, Peter Raubal e Heiner Hochegger. Peter Raubal agora é um engenheiro aposentado na Áustria, sem intenção de perpetuar a raça. Algo semelhante acontece com Heiner Hochegger que nasceu em 1945 e não teve filhos”, disse (os últimos dois já são idosos).

REFERENCIAS

Super Interessante: Existe alguém ou alguma família com o sobrenome Hitler? (https://super.abril.com.br/blog/oraculo/existe-alguem-ou-alguma-familia-com-o-sobrenome-hitler/). Consultado em 07/2/18
 
Hans Frank (1900 – 1946),  advogado alemão que filiou-se em 1919 ao Partido Operário Alemão, que depois re-batizado de Partido Nacional-Socialista e lutou na Primeira Guerra Mundial como Freikorps (corpo de voluntários prussianos). Em 1930 foi eleito deputado pelo NSDAP, que ocupou o cargo de Governador-Geral da Polônia ocupada durante a Segunda Guerra Mundial.
 
Em 1934 foi nomeado ministro sem pasta do Terceiro Reich. Em setembro de 1939, o General Gerd von Rundstedt, nomeou-o chefe da administração na Polônia e, posteriormente Hitler o transformou-o em Generalgouverneur e posteriormente  Obergruppenführer SS. Em 1942 pronunciou uma série de discursos que desagradaram Hitler e participou da luta de Friedrich Wilhelm Krüger pela secretaria de segurança, que finalmente foi obtida por Wilhelm Koppe.
 
Fugiu em 1945, pouco antes da chegada do Exército Vermelho, e foi capturado pelos norte-americanos no interior da Alemanha, no dia 4 de maio de 1945 em Berchtesgaden, e tentou infrutiferamente o suicídio duas vezes seguidas, sendo executado por ordem do Julgamento dos próprios vencedores em Nuremberg. – Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre: Hans Frank
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Hans_Frank). Consultado em 07/2/18.


Metapedia, la enciclopedia alternativa: Heinrich Hitler. Disponível em: (http://es.metapedia.org/wiki/Heinrich_Hitler). Consultado em 08/02/18.

Metapedia, A enciclopédia alternativa: Eva Braun. Disponível em: (http://pt.metapedia.org/wiki/Eva_Braun). Consultado em 08/02/18.



Johannes Frank: Eva Braun (Verlag K.W. Schütz – Preussisch Oldendorf)


ISTOÉ: Herança renegada. Disponível em: (https://istoe.com.br/22158_HERANCA+RENEGADA/). Consultado em 08/02/18.


Wikipédia: A enciclopédia livre: Alois Hitler (filho). Disponível em: (https://pt.wikipedia.org/wiki/Alois_Hitler_(filho)). Consultado em 07/02/18.


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History: Descendentes de Hitler teriam pacto para livrar o mundo de uma herança indesejada. Disponível em: (https://seuhistory.com/noticias/descendentes-de-hitler-teriam-pacto-para-livrar-o-mundo-de-uma-heranca-indesejada). Consultado em 07/02/18.

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Andre Marques

Brasileiro, nascido em 1993 na cidade de Fortaleza, cursa o bacharelado em Direito pela Universidade de Fortaleza. Possui conhecimento autônomo nas área de economia, ciência política e pesquisa histórica amadora com enfase em assuntos não convencionais ou desprezados pelo academicismo oficial.

Após atuar durante muitos anos no Marketing empresarial e comercial, fundou o blog O Sentinela (atual site) onde hoje é editor, um dos redatores e um dos colunista.
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