Sir Oswald Mosley e a filosofia do fascismo

Nos ajude a espalhar a palavra:

Tradução de uma palestra proferida por Sir Oswald Mosley na English Speaking Union, em 22 de Março de 1933.

Nossos oponentes alegam que o fascismo não tem antecedentes históricos ou filosofia, e é minha tarefa nessa tarde sugerir que o fascismo tem profundas raízes enraizadas na história e foi sustentado por alguns dos melhores voos da mente especulativa. É claro que eu estou ciente de que não há muita filosofia ligada às nossas atividades nas colunas da imprensa diária, e quando você lê que eu deveria dar uma palestra sobre “A filosofia do fascismo”, provavelmente os senhores irão perguntar: “O que esse gangster tem a ver com a filosofia?” No entanto, eu creio que você acreditará que esses grandes espelhos da mente do público nem sempre oferecem uma reflexão muito precisa, e enquanto você apenas lê os momentos mais emocionantes do nosso progresso, ainda existem outros momentos que possuem alguma profundidade de pensamento e concepção construtiva. Até agora, de certo ponto, é verdade que a filosofia fascista não assumiu uma forma muito concreta e definitiva, mas você deve lembrar que a fé fascista só existe há pouco mais de dez anos; é um crescimento da última década. No entanto, sua formação filosófica já é capaz de alguma formulação, e isso aconteceu num espaço de tempo bem menor do que o desenvolvimento correspondente de outra grande fé política da história. Assim como o próprio movimento fascista, em vários grandes países, avançou em direção ao poder numa velocidade fenomenal, a fé e a filosofia fascista como uma concepção permanente, uma atitude perante a vida, avançaram muito mais rapidamente do que as filosofias das religiões mais antigas. Tome o liberalismo por exemplo: Um longo intervalo de tempo entre os escritos de Voltaire e Rousseau e a formação final do credo liberal nas mãos dos estadistas ingleses no final do século XVIII e no começo do século XIX.

De fato, esses grandes movimentos políticos e convulsões psicológicas cristalizaram-se muito lentamente em um sistema definido de pensamento, bem como em um sistema de ação; e, no caso fascista, é provável que em breve esperemos, no final de dez anos, que a filosofia fascista tenha assumido uma forma cristalizada e concreta.

Mesmo assim, eu acredito que a filosofia fascista pode ser expressada em termos inteligíveis, e embora faça uma contribuição totalmente nova para o pensamento da época, ainda é possível demonstrar que deriva tanto sua imagem quanto o seu apoio histórico do pensamento estabelecido do passado.

Num primeiro momento, sugiro que a maioria das filosofias de ação deriva de uma síntese de conflitos culturais de um período anterior. Onde, na idade da cultura, do pensamento, de uma especulação abstrata, você pode encontrar duas grandes culturas em forte antítese, geralmente você encontra, na era de ação seguinte, alguma síntese em prática entre essas duas fortes antíteses que leva a um credo prático de ação. Esta concepção pode lhe parecer, sugerir em certa medida, uma abordagem spengleriana; e é bem verdade que o grande filósofo alemão provavelmente fez mais do que qualquer outro para retratar o amplo contexto do pensamento fascista. Mas é um contexto muito amplo. É um grande pano de fundo da história do mundo a partir do qual emerge uma sugestão fascista. Não muito mais que isso. E, possivelmente, ele é impedido de se aproximar do assunto por seu pessimismo inato, que, por sua vez, eu humildemente sugeriria a você que surge de toda a sua ignorância da ciência moderna e do desenvolvimento mecânico. Se você olhar através dos espetáculos de Spengler, certamente chegará a uma conclusão de extremo pessimismo, pois eles obscurecem o fator de que pela primeira vez coloca nas mãos do homem a capacidade de eliminar completamente o problema da pobreza. E acredito que é a incompreensão do filósofo alemão desse imenso fator que o leva a sua conclusão pessimista. No entanto, isso não invalida a sua tremenda contribuição ao pensamento do mundo.

Você irá deduzir corretamente, que minha sugestão do casamento de culturas aparentemente antiéticas, levando na idade da ação a seguir, à produção de um filho filosófico do período, que é expresso na ação, tem alguma derivação do pensamento spengleriano. Mas acho que eu posso mostrar pra você como, na prática real, essa tese funciona no caso fascista. Sugiro a você, que no século passado, a grande luta intelectual surgiu no tremendo impacto do pensamento nietzschiano na civilização cristã de dois mil anos. Esse impacto foi realizado muito lentamente. Suas implicações completas só hoje estão se desenvolvendo. Mas, voltando aonde você estiver no pensamento moderno, encontrará os resultados dessa luta colossal pelo domínio da mente e do espírito do homem. Havia uma religião que, no que dizia respeito ao Ocidente, dominava amplamente o pensamento humano por muitos séculos. E de repente, pela primeira vez, essa religião e esse pensamento foram efetivamente desafiados, e de qualquer forma, seus fundamentos no momento foram abalados. Foi denunciado com energia furiosa e com um gênio extraordinário – fundamentalmente denunciado.

Eu não sou – como você verá mais tarde – contra o cristianismo, pois vou mostrar como acredito que as doutrinas nietzschiana e cristãs são capazes de entrar em síntese. Mas, neste ponto, é preciso examinar as diferenças essenciais nesses dois credos, e ver onde as diferenças se acumularam e onde surgem as semelhanças. Nietzsche desafiou, como você sabe, todos os fundamentos do pensamento cristão. Ele disse, com efeito: “Essa é a religião do escravo e do fraco. Essa é a fé das pessoas que estão fugindo da vida, que não enfrentarão a realidade, que buscarão a salvação em algum outro futuro – a salvação que elas não têm a vitalidade nem a masculinidade para aproveitar por si mesmas aqui na terra. É derivado de um espírito de fraqueza e rendição”. Ele o denunciou em uma grande frase, se bem me lembro como, “a religião que havia se enraizado e enfraquecido a humanidade.” E no lugar dessa fé, ele criou um conceito do super-homem, o homem que enfrenta dificuldades, perigos, avança através das coisas materiais e das dificuldades do meio ambiente, para alcançar, vencer e criar aqui na terra, um mundo próprio. Foi um desafio para toda a base, não apenas do pensamento, mas da vida. E abalou até suas fundações do pensamento do mundo. Para aqueles que estavam seriamente preocupados com essa controvérsia na época, deve ter aparecido que um ou outro desses credos precisa sair vitorioso e que um ou outro deve perecer; que qualquer combinação, qualquer síntese dessas doutrinas conflitantes estava totalmente fora de questão.

Agora creio eu que, como tantas vezes acontece na vida cotidiana, os credos parecem tão diferentes que de fato são suscetíveis de alguma reconciliação quando examinados de mais perto, e de fato de uma certa síntese; acho que posso lhe mostrar que, na doutrina fascista de hoje, você encontra um casamento completo das características de ambos os credos. Por outro lado, você encontra no fascismo, tirado do cristianismo, tirado diretamente da concepção cristã, a imensa visão de serviço, de auto abnegação, de autossacrifício na causa de outros, na causa do mundo, na causa do seu país; não a eliminação do indivíduo, mas a fusão do indivíduo em algo muito maior que ele; e você tem essa doutrina básica do fascismo – serviço, auto rendição – aquilo que o fascista deve conceber como a maior causa e o maior impulso do mundo. Por outro lado, você vê no pensamento nietzschiano a virilidade, o desafio a todas as coisas existentes que impedem a marcha da humanidade, a absoluta abnegação da doutrina da rendição; a firme capacidade de lidar e superar com todas as obstruções. Você tem, de fato, a criação de uma doutrina de homens vigorosos, e de autoajuda, que é outra característica marcante do fascismo.

Portanto, encontramos – acho que posso afirmar – algum casamento dessas duas grandes doutrinas que se expressam no credo prático do fascismo hoje em dia. E isso, de fato, funciona em toda a nossa atitude perante a vida. Podemos reduzi-lo aos mínimos detalhes da existência geral. Desde a concepção mais ampla e abstrata, podemos descer às mais detalhadas da vida cotidiana. Exigimos de todo o nosso povo uma concepção primordial de serviço público, mas também lhes concedemos em troca e acreditamos que, na concepção fascista, o Estado deveria conceder liberdade absoluta. Na sua vida pública, um homem deve se comportar como um membro adequado do Estado, em todas as suas ações ele deve estar em conformidade com o bem-estar da nação. Por outro lado, recebe em troca do Estado uma completa liberdade para viver se desenvolver como indivíduo. E em nossa moralidade – e acho que possivelmente posso afirmar que é a única moralidade pública na qual a prática privada coincide completamente com o protesto público – em nossa moralidade, o único teste de qualquer questão moral é se ela impede ou destrói de alguma forma o poder do indivíduo de servir ao Estado. Ele deve responder às perguntas: “Essa ação prejudicaria a nação?. Fere os outros membros da nação. Prejudica minha própria capacidade de servir a nação?” E se a resposta for clara em todas essas perguntas, o indivíduo tem absoluta liberdade para fazer o que quiser; e isso dá ao indivíduo, de longe, a maior medida de liberdade sob o Estado que qualquer sistema do Estado ou qualquer autoridade já deu ao indivíduo.

A abordagem mais próxima desse teste moral foi possivelmente a da civilização grega, que na organização tinha, é claro, uma concepção do Estado não muito inferior à concepção fascista atual.

Essa atitude, esse contexto filosófico impõe ao fascistas regras muito claras de conduta social, que representam um desafio detalhado à ordem das coisas existentes, embora não nos aprofundemos nesse detalhe, além de mostrar que esses princípios amplos são suscetíveis de redução aos detalhes. Por exemplo, consideramos ridículo um sistema no qual um homem pode ser multado se ele mesmo se arriscar a ferir-se tomando uma bebida depois da hora em que é permitido fazê-lo, mas quem, em sua capacidade pública como maior ou menor figura pública, pode, com total impunidade, tomar medidas que possam ameaçar toda a estrutura do Estado. Se ele corre o menor dano a si mesmo, toda a força da lei é mobilizada contra ele; no entanto, em sua capacidade pública, ele pode ameaçar toda a vida da nação: ele pode ameaçar os próprios pilares do Estado.

O princípio fascista é a liberdade privada e o serviço público. Isso nos impõe, em nossa vida pública e em nossa atitude em relação a outros homens, uma certa disciplina e uma certa restrição; mas somente na nossa vida pública; e devo argumentar com muita veemência que a única maneira de ter liberdade privada é por meio de uma organização pública que trouxe ordem do caos econômico que existe hoje no mundo, e que essa organização pública só pode ser protegida pelos métodos de autoridade e da disciplina que acompanham o fascismo.

No entanto, para retornar ao lado filosófico, encontramos naturalmente algo para ser imposto ao fascista por sua filosofia uma certa disciplina em sua vida, um atleticismo ordenado, como eu diria, e um senso de confiança e liderança, uma crença na autoridade, que são estranhos a outros movimentos. E aqui somos imediatamente confrontados com os princípios fundamentais do socialismo e do liberalismo. O socialismo difere, é claro, nitidamente do liberalismo em sua concepção de organização econômica; mas, na filosofia, penso que existem poucos socialistas ou liberais que discordariam que eles realmente têm uma origem em comum se voltarmos longe o suficiente em Voltaire e Rousseau; e acima de tudo o último. Agora, posso sugerir a diferença fundamental que ergue-se entre o liberalismo e o socialismo, por um lado, e o fascismo, por outro? Rousseau falou em igualdade. Nós respondemos: Se você quer dizer igualdade de oportunidades, sim; se você quer dizer igualdade do homem, não. Isso é um absurdo. Acredito pessoalmente que, se ele for lido adequadamente, Rousseau prega por igualdades de oportunidade, o principal ataque de Rousseau foi direcionado – e corretamente – ao sistema decadente sob o qual ele viveu. Ele disse com efeito: “É um absurdo essa nobreza decadente e inútil da França” (como sem dúvida eram na época) “eles deveriam reivindicar os privilégios que estão estrangulando a nação. Igualdade de oportunidade é uma coisa fundamental. Governe aquele que está preparado para governar. Que ninguém governe porque seu avô se mostrou apto a governar.” Foi uma revolta contra o privilégio, uma afirmação de que o homem talentoso e de capacidade deveria ser o governante de uma grande nação. Mas essa doutrina foi adotada por seus discípulos como de que todos os homens eram iguais.

Dessa construção surge a falácia completa, como a vemos. É um absurdo manifesto e claro. Um homem, em mente e físico, é imensamente diferente do outro. Não é uma questão, como costumam dizer os socialistas, de igualdade moral ou espiritual. Isso é uma coisa totalmente diferente. Moral e espiritualmente, o homem que varre o chão de uma grande empresa pode ser muito superior ao gerente dessa empresa. Mas a questão é; qual homem está preparado para fazer qual trabalho. Qual é a função adequada que ele tem para desempenhar? Algumas pessoas são boas em uma coisa e em outras não. Certamente, eliminados completamente a concepção de classe social do fascismo, pois isso se baseia na possibilidade da hereditariedade; mas dizemos que certas pessoas são adaptadas pela natureza para fazer certas coisas, e outras não. E, uma vez adotada essa linha de pensamento, você desafia toda a concepção de democracia. Você desafia a crença de que todas as questões do mundo, por mais complicadas que sejam, podem ser resolvidas por qualquer pessoa, por mais inexperiente; e, de fato, visto desse ponto de vista, é uma coisa absurda que um técnico no governo ou em qualquer outra coisa possa ser instruído por pessoas que olham para o assunto por cerca de cinco minutos no ano. Se eu entrasse numa loja de engenharia, observasse o engenheiro fazer o seu trabalho e depois começasse a dizer para esse engenheiro como ele deveria fazer o seu trabalho, ele me diria – e com razão – que eu sou um idiota presunçoso. Da mesma forma que se espera de que um homem que não estudou os problemas do país coloque sua caneca de cerveja em cima do balcão, caminhe até a mesa de votação e dê instruções detalhadas sobre como o seu país será governado durante os próximos quatro anos, nos parece uma ideia absurda; “Todos os homens são iguais e todos os homens são igualmente qualificados para opinar sobre qualquer assunto, desde que seja um assunto tão complicado quanto o governo de um país.” Essa interpretação imposta pela Social Democracia nos escritos de Rousseau é uma concepção que é evidentemente absurda. E, no entanto, a base filosófica de todo o sistema democrático. Desafiamos, portanto, a concepção básica de que todos os homens são iguais para julgar todos os problemas. Tomamos e criamos a igualdade de oportunidade e nós estamos – e devemos estar – contra a concepção de privilégio hereditário. Quando um homem se prova capaz, ele pode subir para as melhores posições, e todo nosso sistema educacional precisa ser concebido assim. Mas ele não deve estar no todo apenas porque o seu pai ou o seu avô estavam lá. E assim, por um lado, desafiamos o privilégio da direita, e por outro lado, desafiamos a doutrina absurda da esquerda de que todos os homens por dom de natureza são iguais.

Agora, você pode dizer, e talvez diga com alguma verdade que, essas doutrinas já foram ouvidas antes, que essa era a base do bonapartismo, ou para voltar mais atrás ainda, a base do cesarismo.

É claro que o fascismo tem uma relação histórica com o cesarismo, mas o mundo moderno difere profundamente das formas e condições do mundo antigo. A organização moderna é muito vasta e complexa para se apoiar apenas em um indivíduo, por mais talentoso que ele seja. O cesarismo moderno, como todas as coisas modernas é coletivo. Somente a vontade e o talento do indivíduo são substituídos pela vontade e capacidade dos milhares disciplinados que compõem um movimento fascista. Toda camisa negra é uma célula individual dum cesarismo coletivo. A vontade organizada de massas devotas, sujeita a uma disciplina voluntária e inspirada no ideal apaixonado da sobrevivência nacional, substitui a vontade de poder e uma ordem superior do super-homem individual. No entanto, esse cesarismo coletivo, armado com as armas da ciência moderna, mantém a mesma relação histórica que o cesarismo antigo de reagir, por um lado, e de anarquia, pelo outro. O cesarismo se opôs ao espartacismo, por um lado, e ao Senado Patrício, por outro. Essa posição é tão antiga quanto a história dos últimos dois mil anos. Mas eles careciam, naqueles dias, das oportunidades de realização construtiva que estão presentes hoje, e a única lição que podemos extrair as evidências anteriores dessa doutrina é simplesmente essa, que sempre que o mundo, sob influência de Spartacus, se movia para completar o colapso e o caos, sempre foi o que Oswald Spengler chamou de “grandes homens de fato” que extraiu o mundo do caos resultante e deu à humanidade muitas vezes séculos de paz e ordem num novo sistema e uma nova estabilidade. E foi feito, e é feito, pelos movimentos fascistas modernos, reconhecendo certos fatos fundamentais da política e da filosofia. Novamente, você tem um certo casamento de duas doutrinas aparentemente conflitantes. Frequentemente somos acusados de pegar algo da direita e algo da esquerda. Bem, é uma coisa muito sensata pegar emprestado de outras religiões; descartar o que é ruim e manter o que é o bom; e diferentemente você se afasta da velha mente parlamentar, você, com certeza pode ver que a sabedoria vem de qualquer lado. E o fascismo, é claro, tira algo da direita e da esquerda, além de acrescentar novos fatos para atender à realidade moderna.

Nessa síntese nova do fascismo, aproximando-se bastante da nossa situação, descobrimos que adotamos o princípio da estabilidade apoiado pela autoridade, pela ordem, pela disciplina, que tem sido o atributo do Direito, e o casamos com o princípio do progresso, da mudança dinâmica, que tiramos da esquerda. O conservadorismo – chamá-lo pelo nome pelo qual é conhecido nesse país – acredita na estabilidade e apoia-o por sua crença na ordem; mas onde o conservadorismo sempre fracassou no mundo moderno é a incapacidade de perceber a estabilidade que só pode ser alcançada através do progresso: que uma resistência à mudança precipita a situação revolucionária que o conservadorismo mais teme. Por outro lado, a esquerda sempre falhou em perceber que, graças ao seu complexo de Rousseau, que a única maneira de obter progresso é adotar os instrumentos executivos cujo somente a mudança é possível.

Chegamos portanto a essa conclusão: que você pode ter estabilidade se estiver preparado para realizar mudanças, porque, para permanecer estável, você deve se adaptar aos novos fatos de sua época. Por outro lado, você só pode ter o progresso que a esquerda deseja, se adotar os instrumentos executivos do progresso, como a autoridade, disciplina e lealdade, que sempre foram considerados como algo pertencendo a direita. Ao unir esses dois princípios, alcançamos a base da fé e organização fascista.

Novamente, você pode dizer: “Mas isso é mais uma vez cesarismo, ou bonapartismo. Apenas deixou de ser uma questão de liderança individual.” O mecanismo que estamos lidando é muito complexo para qualquer indivíduo sozinho o comandar. Assim, tornou-se uma cesarismo coletivo – uma liderança de massa organizada e disciplinada, unida numa disciplina voluntária por ideais de regeneração nacional e mundial que o inspiram apaixonadamente. Mas os princípios básicos permanecem os mesmos; e portanto, enquanto seu movimento fascista pode executar o propósito que o cesarismo já tinha realizado, pode trazer ordem do caos que o conflito entre Spartacus e a reação evocou, pode por alguns anos, ou por alguns séculos dar paz ao mundo, ele ainda carrega em si sua própria deterioração e realmente não alcança o que acreditamos ser necessário.”

Acredito que a resposta para esse caso, que é o único caso realmente válido, é que sempre antes faltava o fator da ciência moderna. Agora você tem um fator completamente novo. Se você pode introduzir em seu sistema de governo uma nova eficiência, e todos admitem que esses movimentos quando chegam ao poder, são pelo menos eficientes: se você pode levar ao governo por alguns anos um poder executivo e uma eficiência que faz as coisas acontecerem, você pode liberar – e liberará – o gênio aprisionado pela ciência para executar a tarefa que ela deve executar no mundo moderno. Quaisquer que sejam nossas opiniões divergentes sobre a estrutura do Estado e a economia, acho que todos nós devemos concordar que seria possível, por uma organização sã do mundo, com o poder da ciência moderna e da indústria produzir, resolver uma vez e outra, por todo o problema da pobreza e abolir, de uma vez por todas, a pobreza e os piores atributos de doenças e sofrimentos do mundo.

Portanto, se é possível ter uma forma de governo eficiente, você tem disponível para esse sistema, pela primeira vez na história, um instrumento pela qual a face da Terra pode ser alterada para sempre. Feito o essencial, depois que a ciência e a técnica moderna foram liberdades e cumpriram sua tarefa, uma vez que você mudou seu sistema político e filosófico de uma base transitória e política e das controvérsias que hoje distraem o mundo. O problema da pobreza será resolvido, os principais problemas serão banidos como podem e, como todos sabem, se a ciência moderna for adequadamente mobilizada. Então a humanidade será liberada para as coisas na vida que realmente importam.

Portanto, embora talvez seja verdade que alguns desses fenômenos nas eternas recorrências da história já foram vistos no mundo antes e vistos com grande benefício para a humanidade, ainda assim nunca os grandes movimentos executivos tiveram a oportunidade de concluir sua tarefa que a ciência e a invenção modernas agora conferem a eles.

Num momento de grande crise mundial, uma crise que, no final, inevitavelmente se aprofundará, um movimento emerge de um cenário histórico que torna inevitável sua emergência, carregando certos atributos tradicionais derivados de um passado muito glorioso, mas enfrentando os fatos de hoje armados os instrumentos que somente está era já conferiu à humanidade. Por essa nova era e maravilhosa coincidência de instrumentos e de eventos, os problemas dessa era podem ser superados e o futuro pode ser assegurado numa estabilidade progressiva. Possivelmente, esta é a última grande onda mundial do imortal, o movimento cesariano eternamente recorrente; mas com a ajuda da ciência e com a inspiração da mente moderna, essa onde levará a humanidade para outro patamar.

Então, finalmente o cesarismo, a mais poderosa emanação do espírito humano em grande empreendimento em busca de realizações duradouras, terá cumprido sua missão mundial, expiado seu sacrifício na luta das eras e cumpriram seu destino histórico. Uma humanidade libertada da pobreza de muitos horrores e aflições da doença, para o prazer de um mundo renascido pela ciência, ainda precisará de um movimento fascista transformado para o propósito de uma ordem nova e mais nobre da humanidade; mas você precisará mais dos homens estranhos e perturbados que, em dias de luta, perigo e noites de escuridão e trabalho forjaram o instrumento de aço cujo o mundo passará para coisas mais elevadas.


Fonte: Alerta Nacionalista (blog)

Publicado em 13 de julho de 2020


CONFIRA NA LIVRARIA SENTINELA

Alerta Nacionalista
Siga em:
Últimos posts por Alerta Nacionalista (exibir todos)
Nos ajude a espalhar a palavra:
Gostou do artigo? Você pode contribuir para o site com uma doação:

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.