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A Lenda

A seguir apresento uma pequena parte do que a imprensa nos brindou na semana de 19 de abril de 1993, quando o sionismo festejou o cinquentenário do intitulado “levante”, do gueto de Varsóvia, apresentando-o como o maior ato de heroísmo de todos os tempos:

Em “Zero Hora”, de Porto Alegre, de 18/4/93, pg. 3: do escritor Moacyr Scliar, membro da comunidade judaica, em sua coluna:

“E em 1943 ocorreu um acontecimento de extrema significação, que será lembrado neste 19 de abril – Levante do Gueto de Varsóvia. Confinados num verdadeiro campo de concentração urbano, enviados para o extermínio ou massacrados no local, os poucos judeus que restavam em Varsóvia decidiram fazer da morte heroica um protesto contra a barbárie nazista e a 19 de abril saíram às ruas, esfomeados, em farrapos, e mal armados, para enfrentar a mais poderosa máquina de guerra que o mundo conhecera. Foram trucidados em massa, mas deram ao mundo uma lição inesquecível.”

Também em “Zero Hora” de 18/4/1993, pg. 32: “Em 19 de abril de 1943, 2.000 soldados alemães transpuseram os muros de concreto. Foram recebidos à bala”.

“Famintos, usando apenas armas leves, algumas metralhadoras e bombas de fabricação caseira, os judeus do gueto de Varsóvia resistiram ao poderio da máquina alemã durante 28 dias.”

No “Correio do Povo” de Porto Alegre, de 19/4/93, pg. 6: “Judeus de todo o mundo celebram os 50 anos da destruição do gueto de Varsóvia pelos alemães. A ação promovida por 850 soldados e 16 oficiais alemães, contra 1.500 guerrilheiros judeus poloneses famintos e mal armados, provocou a morte de mais de 14.000 pessoas”.

No “O Estado de São Paulo”, de 19/4/93, pg. 8: “460.000 Mortos depois o gueto de Varsóvia se rebelou. Foi então que mais de14.000 morreram num combate travado por 1.500 guerrilheiros famintos e mal armados, contra o exército mais poderoso do mundo”. “Às 6 horas da manhã, 19/4/93, os 850 soldados e 16 oficiais que penetram no gueto atrás de um tanque, dois carros blindados e alguns colaboradores judeus, são recebidos à granada na esquina da Rua Nalewski e Gensa. Fogo no tanque. Morrem 12 alemães. Retiram-se”. “Lutaram por 28 dias. Ao todo, os mortos no gueto ou deportados para execução, foram 56.000. Muitos se mataram ou pediram a amigos que os matassem, para que não caíssem prisioneiros”.

Na “Folha de São Paulo”, do sionista Roney Cytrynowicz, pg. 10: “Há 50 anos, no dia 19/4/43, cerca de 750 jovens (sic) entre 18 e 25 anos desencadearam no gueto de Varsóvia a 1ª revolta urbana na Europa ocupada pelo nazismo. Armados com apenas 100 rifles e algumas poucas centenas de revólveres e granadas, os combatentes judeus resistiram por quase quatro semanas, diante da máquina bélica alemã, que utilizou tanques pesados, artilharia e lança-chamas.”

No “Correio do Povo”, de Porto Alegre, de 20/4/93, pg. 10: “O levante do gueto ocorreu quando restavam menos de 50.000 esfomeados. Eles tinham 9 carabinas, 59 revólveres e uma centena de granadas contra os nazistas. O vereador Isaac Ainhorn fez uma análise histórica da descriminação”.

O Que Realmente Aconteceu

Para decifrar o que realmente aconteceu no gueto de Varsóvia, foram consultadas as seguintes fontes: “La Bataille du Guetto de Varsovia, vue et recontes par les Alemands”, editado pelo Centro de Documentação Judaica Contemporânea, de Paris, 1946; as aventuras da ativa combatente judaica Ziviah Lubetkin, da Edit. VVN de Berlim-Postdam, de 1949; as explicações do judeu Bernard Goldstein, em “La Bataille du Guetto de Varsovie“, editado pela Europäische Verlagsanstalt, Hamburgo; os boletins de informações diárias do general-major Jürgen Stroop e do historiador judeu Josef Tenembaum, citado na revista “Shalom-Análise Nº 3”. No decorrer do relato dos acontecimentos ficará bem claro que não houve nenhum “levante” judaico em Varsóvia no dia 19 de abril de 1943; o que houve foi apenas o início da repressão alemã, que visava acabar com uma onda de atentados e sabotagens que vinham sendo praticados há muito tempo pelos guerrilheiros infiltrados no gueto.

Quando os alemães invadiram a Polônia em 1939, depararam-se com um problema que não conseguiram resolver de imediato, assim como também não o tinham conseguido os próprios poloneses em vários séculos. Antes da entrada das tropas alemãs, viviam na Polônia 3.300.000 judeus (28% da população de Varsóvia era judaica). Sempre bem informados, centenas de milhares deles fugiram para a União Soviética e para o sudeste antes do ataque alemão. Acredita-se que muito mais de um milhão de judeus tenha passado clandestinamente as fronteiras de 1939 a 1944. Grande parte dos judeus não tinham trabalho nem ganhos. Entre os poloneses e judeus existiam tensões perigosas, que mesmo encontrando uma válvula de escape em continuadas refregas, sempre explodiam em novos pogroms, com pesadas vítimas. Já em 1930, por ocasião do assassinato de um soldado polonês em Minsk-Mazowietsky, houve pogroms sangrentos, os quais aumentavam sempre mais as diferenças entre esses dois grupos humanos. O governo polonês viu-se obrigado a acabar com as maquinações secretas que visavam desestabilizá-lo com um golpe de Estado, aprisionando um importante número de judeus no recém criado campo de concentração polonês de Katuz-Bereza. Já antes da guerra fora discutido na Polônia o plano de tirar os judeus daquele país e levá-los para outro lugar, nascendo assim, nos círculos poloneses, naquela época e pela primeira vez, o “Plano Madagascar”. Mesmo em 1946, quando a II Guerra Mundial já havia terminado, ocorreram em Kielce e em outros lugares, violentos pogroms, tendo o cardeal polonês Hlond atestado que também nestas ocasiões foram os judeus os próprios culpados.

Para evitar o perigo representado por centenas de milhares de judeus soltos, sem ocupação, os alemães impuseram o trabalho obrigatório, em outubro de 1939, após a derrota polonesa, fato que provocou resistência entre muitos judeus.

Ao mesmo tempo os alemães planejaram assentar os judeus numa região ao sul da cidade de Lublin, na parte baixa do rio San e na parte alta do rio Bug, num grupo fechado onde lhes concederiam total autonomia. Ficariam assim solucionados os problemas da alimentação, do perigoso mercado negro, evitada a sabotagem, afastado o perigo de partisans e satisfeitos os pedidos de autodeterminação judaica. Por intromissão do ministro do exterior soviético, Molotov, este plano dos alemães foi abandonado no outono de 1940.

Como nesse meio tempo já haviam acontecido atos de sabotagem, pilhagens, atentados à bomba e outros semelhantes, que haviam vitimado soldados alemães – por grupos de resistência formados por judeus – a Wehmacht, contra a qual todos esses atos de terror eram dirigidos, concebeu o plano de aumentar e aperfeiçoar os guetos e levar todos os judeus, mesmo os que viviam fora dos guetos, para dentro destes, a fim de poder desta maneira manter controle sobre os mesmos. Os judeus acharam este plano bom, pois desta forma, ficavam a salvo dos pogroms poloneses e tinham a oportunidade de deliberar entre si, sem serem importunados em suas atividades. Exatamente nessa época (abril de 1940) aconteceu em Varsóvia uma batalha de três dias entre judeus e poloneses. Nessas lutas, segundo fontes judaicas, teriam sucumbido 15.000 judeus.

Os primeiros planos previam a construção do novo gueto no bairro de Varsóvia chamado Praga, à margem leste de Vístula. Para sua realização seria necessário mudar a residência de 600.000 pessoas em pleno inverno. Em virtude do comando alemão não poder responsabilizar-se por esta ação, o plano foi abandonado. Finalmente foi construído um grande gueto, ligado ao antigo e tradicional gueto erguido pelos poloneses, no antigo território de quarentena, junto ao rio Vístula, onde já haviam aproximadamente 400.000 judeus em 27.000 residências. Em 16 de novembro de 1940 os trabalhos foram concluídos. Os moradores do gueto possuíam plena autonomia; tinham eleito seu próprio Conselho de Administração, possuíam polícia de costumes e ordem composta por 2.000 homens, distribuíam seus víveres com administração própria, mantinham seus próprios estabelecimentos de abastecimento, lojas, escolas, cinemas, teatro, uma linha de bondes e até uma gráfica, na qual imprimiam seu jornal, mais tarde também um jornal para a juventude e, por fim, até um jornal subversivo chamado “Sturm”. Restaurantes, cafés, lojas de delicatessen estavam bem sortidas. Até a organização de assistência judaico-americana “Joint Distribution Committee” mantinha postos de distribuição próprios, os quais eram subordinados a um serviço de informações que funcionava muito bem. Caso os alemães tivessem cometido quaisquer abusos, a imprensa de Wall Street e do mundo teria feito um alarde ensurdecedor!

Para aproveitar aquela força de trabalho, firmas alemãs – e polonesas – transferiram suas filiais para o gueto de Varsóvia, equipando as mesmas com material e máquinas. Mais ou menos 30% do produzido ficava no gueto para suprir as necessidades dos judeus. Somente a fábrica Tebbens (roupas e têxteis) empregava no início de 1943 nada menos que 15.000 judeus.

Mas souberam os judeus aproveitar suas chances? Não! O que aconteceu então? O material das fábricas ia desaparecendo; os produtos eram vendidos clandestinamente; o mercado do negro e a indústria clandestina floresciam. O bonde tornou-se o ponto central do contrabando. Os judeus se deixavam carregar para fora do gueto dentro de caixões, para poder espionar as posições da retaguarda do exército. Significativo, por exemplo: no inverno de 1940 surgiram epidemias de tifo, tifo exandemático e desinteria (cólera?). Por parte dos alemães foram estabelecidas medidas de emergência e rigorosos controles. Porém os órgãos de administração autônomos judaicos sabotavam as medidas alemãs e comerciantes habilidosos, do próprio gueto, vendiam clandestinamente os medicamentos fornecidos, os produtos químicos, instrumentos etc. Os despiolhamentos e as desinfecções tinham que ser realizadas à força pelos alemães. Resultado: o número de óbitos subiu verticalmente atingindo a cifra mensal de seis a sete mil pessoas. Uma nova epidemia de tifo, em 1941, fez o mesmo número de vítimas. Cálculos judaicos indicam um total de 45.000 óbitos naquelas epidemias.

Considerando que em tais circunstâncias não se conseguia êxito na produção e, como ficou provado – como hoje no Estado de Israel – o povo judeu é predestinado para negócios e não como operário para produção em massa nas fábricas, os judeus foram intimados a se apresentar para trabalhos em empreendimentos poloneses, nas zonas orientais do Governo Geral da Polônia neste estado de guerra já avançada, nem seria possível manter e alimentar centenas de milhares de judeus no gueto sem obter deles um serviço de compensação. Entre 22.07.42 e 3.10.42 foi possível, dessa forma, empregar e dar ganhos a nada menos que 310.300 judeus, do gueto de Varsóvia, em estabelecimentos da economia polonesa, em oficinas de concerto ferroviário, na edificação de seis grandes fábricas perto de Lublin, etc.

Em janeiro de 1943 foram feitas novas chamadas e apelos aos judeus que tinham permanecido no gueto e que não queriam trabalhar em outros locais; somente 6.500 atenderam a este chamamento. Os que ficaram no gueto, viviam quase todos na usura, mercado negro e outros negócios subversivos, não se mostrando inclinados a prestar serviços produtivos nos estabelecimentos. Enquanto o jornal judaico “Gazeta Zydowska” mostrava o elevado padrão de vida da comunidade, cada vez mais matérias-primas, remessas e produtos eram desviados para canais secretos. Finalmente os alemães exigiram dos dirigentes judaicos do gueto o estabelecimento de severas medidas. Como, no entanto, suas exigências não obtinham resultados, decidiram retirar as fábricas do gueto. Com isso, repentinamente, os judeus do gueto que não trabalhavam se alertaram. Eles temiam obrigações de trabalho em outras regiões polonesas e resolveram opor sabotagem passiva, e até oposição ativa, a todos os planos alemães. Principalmente os líderes do “Algemeine jiddischen Arbeiterbundes”, abreviadamente chamado de “Der Bund”, o qual já havia sido dissolvido antes da guerra pelo governo polonês por causa de suas ações subversivas contra o estado, instigavam judeus à resistência em massa. O presidente da Kehila (conselho), o engenheiro Adam Cherniakow não conseguiu mais impor-se frente aos fanáticos e, reconhecendo o desmoronamento da autoadministração judaica, suicidou-se. Neste meio tempo os habitantes do gueto foram inundados com panfletos, impressos na gráfica fornecida pelos próprios alemães e usando papel também fornecido por eles, desrespeitando todas as promessas e compromissos firmados entre as partes. Os panfletos continham um chamamento à luta contra os alemães. O relaxamento por parte destes, a partir de abril de 1941, no controle original do gueto, possibilitou ao inicialmente pequeno movimento subversivo “Jhidowka Organizatia Boyowa” fortalecer-se sob o ponto de vista de pessoal, armas, material e munição de tal forma que ele agora representava uma frente de resistência a ser tomada a sério, bastante espalhada e bem armada, recebendo inclusive adesão de franco-atiradores poloneses.

Ataques, assaltos, e assassinatos de soldados alemães se tornaram cada vez mais frequentes, resultando, finalmente, em sérios tiroteios entre quatro grupos de combate judaicos e a polícia alemã, onde os judeus usaram armas de fogo portáteis, metralhadoras e granadas de mão. O movimento de franco-atiradores polonês “Armia Krysowa” participou dessas ações. Logo em seguida os judeus organizaram, com a ajuda dos poloneses, estabelecimentos industriais próprios para a fabricação de cápsulas e artefatos para dinamitar. Abrigos de cimento armado foram construídos, fizeram ligações subterrâneas com a canalização de esgoto e desde o dia 18 de janeiro de 1943, isto é, a partir do último chamamento alemão para o trabalho, o gueto havia se transformado numa fortaleza, cheio de “bunkers”. Goldstein no seu livro, referindo-se a esse momento escreveu que “todo judeu tornou-se um soldado”, o que de forma nenhuma corresponde à verdade, pois quando três meses depois os alemães entraram no gueto para acabar com os atos terroristas, apenas ficam lutando fanáticos guerrilheiros, a maioria dos quais tratou posteriormente de fugir para as florestas. Em abril de 1943 chegou a última remessa de armas ao gueto, que foram recebidas pessoalmente pelos líderes Michael Klebfisch e Zalman Friedrych. Quando os alemães ainda esperavam, do sucessor de Cherniakow na Direção do Conselho da Comunidade, Marek Lichtenbaum, auxílio para a transferência das fábricas para Travniki e Poniatow, em Lublin, este se viu obrigado a confessar que também não possuía mais poder, perdido para os rebeldes. Estes, neste meio tempo, incendiaram a fábrica de artefatos de madeira Allmanns. Seguiram-se outros incêndios. A direção dos guerrilheiros estava nas mãos do jovem Mordecai Anilewisch cujo maior erro foi crer que os 63.000 judeus do gueto também pegariam em armas, e que teria posterior auxílio da Inglaterra e da União Soviética; nada saiu como esperava e acabou sendo morto. O judeu Jean Karsky, no seu livro “Histoire d’un Etat Scret” confirma: “Nós organizamos a luta no gueto”, donde se conclui que os guerrilheiros prepararam e executaram com premeditação a luta contra os alemães e que foram, portanto, os únicos responsáveis pelas consequências. Nesta época deveriam existir no gueto 65.000 almas, das quais mais ou menos 40.000 eram trabalhadores, homens e mulheres.

Segunda Guerra Mundial 1939-1945. Levante de Varsóvia em agosto de 1944.

A Repressão

No dia 18 de abril de 1943 às duas horas da manhã, os alemães começaram uma ação militar-policial, para acabar com meses de traiçoeiros assassinatos de soldados, atos de sabotagem e rebeldia dos, até esta data, impunes, fanáticos guerrilheiros. O gueto foi cercado pela polícia polonesa e Trawnikis (polícia lituana), para evitar fugas. Às cinco horas foram fechados todos os portões de acesso, e uma hora depois a tropa policial se pôs em movimento em direção às fábricas. No cruzamento das ruas Mila e Zamenhof foram recebidos por pesado fogo. Um carro com alto-falantes que ia à frente, assim como dois carros blindados leves franceses foram destruídos. Um fogo cerrado de granadas na mão, minas, coquetéis molotov, bombas de dinamite, garrafas com dinamite, assim como violento fogo de fuzis, revólveres e metralhadoras foi despejado contra os alemães, que tiveram que recuar, com baixas. Em função dessa ação que os surpreendeu totalmente, o general-major Jürgen Stroop, da polícia e Chefe de Brigada SS, foi encarregado para executar a ação denominada “Evacuação à força das Fábricas”. Estavam a seu dispor 1.911 homens, incluindo a polícia polonesa e lituana. No dia 19 de abril a luta recomeçou às 8 horas da manhã. Novamente os alemães foram recebidos com fogo muito violento, ao qual no entanto responderam com igual intensidade. Afastados das ruas e telhados pelas tropas de assalto, os guerrilheiros se fixaram nos abrigos de concreto construídos anteriormente e continuaram a atirar através de aberturas. Minas que haviam sido colocadas nas ruas com todo o cuidado, e que eram detonadas eletricamente, causaram novas baixas entre os alemães. Os guerrilheiros judeus também usavam uniformes militares da Wehrmacht, roubados de uma indústria de vestimentas. Nesta camuflagem, que nada tem de heroica, eles se aproximavam de alemães isolados e os matavam com revólveres. Quando os judeus se entrincheiraram nas grandes canalizações da cidade de Varsóvia e assaltaram os alemães pelas costas, estes inundaram os canais. Estas medidas porém haviam sido previstas pelos judeus que dinamitaram as saídas dos canais, permitindo dessa forma que a água escoasse, deixando sem efeito as medidas alemães. Foram infrutíferas as tentativas do general Stroop de, através de alto-falantes, trazer de volta à razão os guerrilheiros e de convencer os mais sensatos entre eles a reconsiderarem sua atitude, levando-os a desistir da luta. Só com muito trabalho conseguiu ele evitar, apesar da violência da luta, a destruição de algumas fábricas e transferir as instalações e o material existente. Foi ali que acharam enormes quantidades de produtos manufaturados, que haviam sido desviados, assim como grandes quantidades de uniformes alemães, armas, metralhadoras, granadas de mão, pólvora para dinamitar, inclusive lança-chamas e material de artilharia. Com os abrigos de concreto eram muito bem disfarçados, os alemães contaram com a colaboração de judeus do próprio gueto para encontra-los. Verificou-se, então, que foram construídos com extremo cuidado, instalados com todo o conforto, contendo suprimentos para vários meses. Mulheres da organização “Halutzim” participaram da luta; Ziviah Lubetkin, no seu livro, informa como as judias carregavam no seu corpo revólveres ou granadas; elas caminhavam normalmente nas ruas; quando um soldado alemão isolado as ultrapassava, elas aproveitavam a oportunidade para mata-lo pelas costas. No dia 8/5/43 os alemães descobriram o local onde estavam os principais líderes da guerrilha, na rua Mila, onde foi eliminado o próprio comandante Anilewitsch.

As ações de combate terminaram oficialmente no dia 16/5/43. Grande parte do guerrilheiros consegui fugir através das instalações de canalizações. Milhares de judeus escaparam da morte por terem se entregue voluntariamente aos alemães, uma boa parte caiu prisioneira, e os demais caíram na luta. Um total de nada menos que 631 fortificações de concreto foram dinamitadas, onde morreu um desconhecido número de judeus. Alguns conseguiram abandonar o gueto com auxílio de passaportes falsificados, que haviam sido fornecidos por uma organização secreta, que funcionava no Hotel “Polski”.

De acordo com fontes francesas e alemãs 56.065 judeus foram aprisionados. Conta-se em torno de 5.000 os judeus mortos nos tiroteios e dinamitação das fortificações, bem como 4.000 desaparecidos, perfazendo um total de 65.000 o número de pessoas que habitavam o gueto antes da repressão alemã. Algumas fontes judaicas, totalmente exageradas, indicam que 20.000 judeus teriam perdido a vida na luta. Muitos judeus se mantiveram escondidos na grande rede da canalização subterrânea de Varsóvia, até novembro de 1943.

Contestando a lenda do “cruel massacre dos mártires judaicos pelas bestas alemãs”, fica claro que a culpa por essas lutas e suas inexoráveis consequências, coube exclusivamente àqueles guerrilheiros que, confiando nas armas estocadas, esperavam que toda a comunidade fosse lutar e que seus amigos do exterior viriam em seu auxílio. Pecaram contra o direito de guerra, provocando a luta que levou às citadas perdas. Lutar usando uniformes do inimigo está muito longe de representar o ato de “maior heroísmo verificado até hoje no mundo”: pelo contrário, de acordo com as leis de guerra, quem usa uniforme do inimigo, quando surpreendido pelo mesmo pode ser executado sumariamente, sem direito a qualquer julgamento, pois está configurado como ato de extrema covardia. Menos de 2% da população judaica participou da guerrilha, 98% ficou exposta de forma irresponsável, aos tiroteios.

Louvar e festejar um ato desses, ter o desplante de apresenta-lo como o maior feito da humanidade em todos os tempos, como os sionistas fizeram na semana de 19 de abril de 93.

Aspectos Interessantes Para Comparar

A revista Shalom – Análise nº 3, trás uma série de informações de autoria de Josef Tennembaum, a respeito do chamado “levante”. À pg. 109 é citado que em certo momento, para cada combatente, havia pelo menos um revólver com dez a 15 cargas, quatro a cinco granadas e várias bombas molotov.

À pg. 116 faz a referência a um informe alemão do general Stroop sobre muitas fábricas dentro do gueto, supervisionadas por pessoas leais aos alemães: “Os diretores sabiam tão pouco sobre o que acontecia nas fábricas que estavam a seu cargo, que os judeus se viram em condições de produzir em seu interior armas de todas as espécies, sobretudo granadas de mão”. 

Esta citação do próprio Tennembaum, nos mostra dois fatos de suma importância: a convivência dos alemães com o Conselho Judaico era pacífica e os alemães confiavam nos trabalhadores judeus, caso contrário, não teriam oportunidade de fabricar armas, caindo também por terra qualquer alegação de que os “heróis” apenas tinham cinco revólveres enferrujados.

À mesma pg. 116, ele faz a seguinte citação sobre a luta:

“Os nazistas começaram então, de modo sistemático, a incendiar uma casa após a outra (certamente de qualquer casa de onde partiram tiros de franco-atiradores). O objetivo era afogar os defensores num mar de fogo e fumaça. Em sua retirada, os combatentes fizeram ir pelos ares as indústrias requisitadas. Os alemães lograram, por seu lado, apoderar-se de certos depósitos de armas, onde haviam também coquetéis molotov, munição e uniformes alemães.”

Neste pequeno parágrafo Tennembaum confirma importantes fatos: 1º) os desesperados e frustrados fanáticos tinham até dinamite para destruir as fábricas onde a comunidade ganhava seu sustento; 2º) Se imaginavam que destruindo seu ganha-pão, os outros finalmente pegariam em armas contra os alemães, novamente se enganaram, pois estas continuaram aguardando quem as manejasse. Esse fato deve ter contribuído para os residentes renegarem ainda mais os fanáticos; 3º) Tennembaum também confirma a existência de uniformes alemães nos depósitos (plural) de armamentos.

À pg. 106, cita que no dia 20/8/1942, durante um bombardeio aéreo soviético a Varsóvia (sic!), em meio à confusão, Israel Kanal, do braço armado do Partido Revisionista, e que desde março daquele ano já estava em plena atividade para convencer a comunidade judaica a se rebelar, “feriu gravemente o odiado chefe da polícia judaica do gueto, Josef Szerryneski. Outro atentado executado contra mais um elemento de destaque dessa polícia judaica, de nome Szmerling, fracassou, provocando duras represálias por parte da polícia judaica. Mas a 29/10/42 (os fanáticos) conseguiram matar Jacob Leikin, também da polícia judaica, o mesmo acontecendo com um judeu informante dos alemães (não citou nome) e também mataram a Fistemberg, outro agente da polícia judaica.

À pg. 108, ainda referindo-se a 1942, meses antes do “levante”, Tennembaum cita que o movimento polonês enviara uma remessa de 50 metralhadoras.

Ainda à pg. 108, cita o seguinte:

“Klebfish, por exemplo, conseguiu comprar, de organização polonesa, 2.000 litros de gasolina e um carregamento de potássio clorídrico para a fábrica de explosivos (Sic!) que funcionava clandestinamente na área judaica. Klebfish se destacou na fase de preparativos. Engenheiro de profissão, dedicou-se ao trabalho de instalar centros (plural) para a produção de bombas, minas e garrafas incendiárias dentro e fora do gueto, além de desenvolver intensa atividade de contrabando de armas”.

À pg. 109, ele deixa bem claro como os guerrilheiros obtinham dinheiro para o contrabando de armas: “ou impondo contribuições ou encostando o cano do revólver no peito de quem possuísse dinheiro”. Essas pressões e extorsões contra membros da comunidade, deve também ter colaborado para que os residentes não só aderissem como até chegassem ao ponto de ajudar os alemães na procura das fortificações camufladas.

À pg. 122, Tennembaum cita que os alemães descobriram uma fábrica de munições clandestina, fora dos limites do gueto (Sic!), onde existiam 10.000 a 11.000 cargas de explosivos e outras munições, número e circunstâncias que novamente vem provar que existia munição para toda a comunidade do gueto, que negou-se a participar dessa loucura.

No Jornal do Brasil, em 29/4/1993, pg. 11, de autoria do Sr. Ronaldo Gomlewski, Presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro, foi publicado o artigo intitulado “Não queremos outro gueto de Varsóvia”, onde no 4º parágrafo ele escreve o seguinte:

“Alguns poucos jovens judeus, moças e rapazes, provavelmente os caras-pintadas da época, resistiram. Com paus, pedras, bombas caseiras, armas brancas e uns poucos revólveres enferrujados, resistiram ao exército diabólico de Hitler, mais tempo do que a própria Polônia, mais tempo que a Áustria, mais tempo que a França”.

(Boletim-EP / Esclarecimento ao País Nº 09 )


Adaptação de Leonardo Campos

By Siegfried Ellwanger Castan

Siegfried Ellwanger Castan (1928 - 2010), pesquisador brasileiro na área do revisionismo histórico, seus estudos têm como objeto primordial a análise factual das acusações ao povo alemão de genocídio durante a Segunda Guerra Mundial. Escreveu vários livros sobre as propagadas acusações, referentes ao período nacional-socialista alemão, nos quais desmente várias difamações, notadamente no que se refere ao chamado Holocausto através da extinta editora, a gaúcha Revisão Editora Ltda, do qual foi fundador. O seu trabalho o coloca entre os estudiosos de várias nacionalidades que trabalham no restabelecimento da verdade histórica, desmantelando a estrutura criada por interesses ideológicos, políticos e econômicos em manter a nação e o povo alemão refém de crimes não ocorridos, através de manipulações da opinião pública mundial. Seus livros autorais foram: "Holocausto judeu ou alemão? Nos bastidores da mentira do século"; "Acabou o gás! ... O fim de um mito"; "SOS para a Alemanha"; "A implosão da mentira do século"; "Catolicismo Traído" e "Inocentes de Nuremberg".

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