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Hoje, dia de 20 de outubro, lembramos dos 10 anos do assassinato de Muammar al-Gaddafi (1942 – 2011) pelas forças de ocupação e mercenários da OTAN na Líbia, encerrando os eventos chamados pela mídia Ocidental de “Guerra Civil Líbia”. Ao longo de 42 anos de governo, Gaddafi fez coisas impressionantes por seu país, elevando-o ao mais próspero e desenvolvido país da África. Ele também tinha planos de integração e desenvolvimento para o resto do continente africano. Isso chegou em um ponto onde o Poder Mundial precisou levar uma guerra ao país, esfacelando sua infraestrutura.

Essas são as 18 coisas que não querem que você saiba sobre a Líbia de Gaddaffi.

1. PIB e IDH na Líbia de Gaddafi

O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma em valor monetário de todos os bens e serviços produzidos num país, estado ou cidade, durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc.). O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de “desenvolvimento humano” para com as pessoas.

Até Gaddafi, a Líbia ocupava o maior PIB per capita do continente africano ($ 14.884). Dados de 2017 já mostram o país ocupando a quarta colocação com $ 7.314. Gaddafi tornou a Líbia o primeiro país africano em IDH. Dado o fim em 2011, passados 8 anos, a Líbia ocupa o sexto lugar (0,724) mesmo com alta de 0,016.

2. A Líbia era o país menos endividado do mundo

Com relação ao seu PIB, enquanto países como EUA na época deviam 60% de seu PIB à dívida pública, a Líbia devia apenas 3,3%. A melhor média do mundo! Em 2011, o Brasil devia cerca de 38,2%. O grande detalhe que é os países ocidentais podem chegar, até o fim desta década, a 100% do seu PIB comprometidos com Sistema da Dívida Pública.

3. Consumo calórico per capita era um dos melhores do mundo e o melhor da África

Esse índice indica a média de consumo de alimentos por pessoa nos países. Até 2011, a Líbia consumia 3.144kcal. Para se ter uma ideia, dados de 2021 mostram que os 15 países que hoje mais consomem calorias em média vão de 3.800 até 3.490kcal. A média era, na época, maior que a da Espanha, com 3.270 kcal.

Se comparados na mesma época, o consumo energético médio da população brasileira variou de 1.490kcal a 2.289kcal., segundo o IBGE.

4. População urbana

Até 2011, 78% da população líbia vivia nas cidades

5. Expectativa de vida

Em 1980, a expectativa de vida na Líbia era de 61 anos. Desde então, até 2011, esse número saltou para 74 anos.

6. Mortalidade infantil

Enquanto nos anos 1980, a taxa de mortalidade infantil na Líbia era de 70 por mil, até 2011, estava reduzida para 19 por mil.

7. Alfabetização e educação em alto nível

Até Gaddafi subir ao poder em 1970, apenas 5% das pessoas na Líbia sabiam ler e escrever. Em 2011, esse número era de 83%.

A educação, desde a primária, até a secundária e superior era custeada pelo Estado. Bolsas e estudos no exterior custeados pelo Estado. Muitos estudantes líbios estudando em universidades europeias, uma intelligentsia líbia bem treinada, muitos líbios que falavam bem inglês. 25% dos líbios tinham diploma universitário. A proporção professor-aluno era de 1:17. Quando um graduado não conseguia encontrar um emprego, o Estado pagava-lhe o salário médio de alguém com a sua qualificação até ele conseguir um trabalho.

8. Empréstimos bancários e grandes negócios imobiliários e de hipotecas

Todos os empréstimos eram de 0% de juros por lei. Enquanto que negociatas imobiliárias e garantir empréstimos com a moradia era estritamente proibidos.

9. Benefícios para as famílias

No Livro Verde de Gaddafi, ele diz: “A casa é uma necessidade básica do indivíduo e da família, portanto, não deve ser propriedade de terceiros”. O Livro Verde de Gaddafi é a filosofia política formal do líder, e foi publicado pela primeira vez em 1975, com a intenção de ser lido por todos os líbios, sendo até mesmo incluído no currículo nacional.

  • Ajuda à moradia para recém-casados: $64,000 (na Líbia, o custo de vida é 1/3 em comparação com os países do sul da Europa, de modo que, mudando para euros e ajustando o custo de vida, seria equivalente a 140.000 €).
  • Auxílio para compra de moradia e automóvel: praticamente todas as famílias tinham casa e carro. O Estado concedia automaticamente empréstimos para a compra de uma casa e um carro. 50% da aquisição de um automóvel era custeada pelo Estado. Gaddafi prometeu um lar a todos os líbios antes de concedê-lo a seu próprio pai e manteve a sua promessa: o seu pai morreu a viver numa tenda. Em 1969, antes da revolução de Gaddafi, 40% dos líbios viviam em tendas ou barracos. Em 1997, praticamente todos os líbios adultos possuíam casa própria.
  • Cheque-bebê: $7,000 (trocando a moeda e calculando o custo de vida, seria equivalente a 15,219 € no sul da Europa).
  • Auxílio anual do Estado para cada membro da família: $1,000 (equivalente a 2,170 € no sul da Europa).
  • Ajuda a famílias numerosas: preços simbólicos de alimentos essenciais e de primeira necessidade. Quarenta pães custavam 14 centavos.

11. Saúde e profissionais da saúde

Um dos melhores serviços de saúde do Oriente Médio e da África, a saúde na Líbia era de alta qualidade e custeada pelo Estado. Acesso gratuito a médicos, clínicas, hospitais e produtos medicinais e farmacológicos. Se um líbio precisasse de uma operação que não poderia ser realizada na Líbia, o Estado pagava pela viagem ao exterior e pelos custos da operação. Entre 1969 (revolução gaddafista) e 1978, o número de médicos se multiplicou por cinco. O salário de uma enfermeira girava entorno de $1,000 (equivaleria a 2,170 € no sul da Europa).

Além disso, se um cidadão líbio não podia acessar o curso educacional desejado ou o tratamento médico necessário na Líbia, era financiado para ir para o exterior.

12. Eletricidade e combustível

Na Líbia a energia era grátis. Não havia contas de luz. O preço do litro da gasolina custava $14 centavos (contra 1,3 € na Espanha), menos de um litro de água. Isso dá uma ideia de como as multinacionais do petróleo fixam os preços no Ocidente como um cartel mafioso ― chamam isso de “livre mercado”.

13. Taxas, impostos, benefícios trabalhistas e incentivos fiscais ou agrícolas

Na Líbia de Gaddafi, a maioria dos impostos era proibido. Mas havia um auxílio estatal para cada abertura de PME que girava entorno de $20.000 (equivalente a 43.485 € no sul da Europa). Enquanto isso, qualquer líbio que quisesse ir viver no campo e se dedicar à agricultura, recebia gratuitamente do Estado uma terra, casa, gado, materiais agrícolas e sementes.

O seguro-desemprego na Líbia chegou a $730 por mês (equivalente a 1,580 € por mês no sul da Europa).

14. A vida da mulher na Líbia

Como a Síria, a melhor de qualquer país árabe. As mulheres entraram na universidade, tinham os mesmos direitos legais que os homens, podiam entrar no Exército, votar, dirigir um carro, pilotar um avião, trabalhar, viajar, ocupar cargos públicos (houve ministras líbios), possuir um negócio, formar associações, recitar o Alcorão em público, ter a sua própria conta no banco e sair sozinha de casa. A licença-maternidade era muito extensa e o trabalho físico pesado não era permitido. A Xaria (lei muçulmana radical) não se aplicava, os casamentos de menores eram proibidos e as mulheres obtinham o mesmo direito ao divórcio que os homens. Em 2001, 16% das mulheres líbias tinham diploma universitário. No ensino médio e superior, as jovens eram 10% a mais do que os jovens. Havia centros de “reabilitação moral” onde uma mulher poderia se refugiar se tivesse problemas com uma família fundamentalista. A guarda pessoal de Gaddafi, composta exclusivamente por mulheres, foi criada para chamar a atenção do mundo sobre a situação das mulheres líbias. No Ocidente, não houve manifestações de feministas protestando contra a queda do único estadista que poderia garantir os direitos das mulheres líbias.

15. Venda e consumo de álcool era proibida

O combate as drogas e vícios lícitos ou ilícitos do Ocidente era total no governo de Gaddafi.

16. A Líbia tinha seu próprio banco estatal

A Líbia tinha seu próprio banco estatal, que concedia empréstimos a cidadãos com juros de zero por cento por lei e eles não tinham dívida externa.

17. O dinar de ouro: O rompimento com o sistema financeiro internacional

Antes da queda de Trípoli e sua morte prematura, Gaddafi estava tentando introduzir uma moeda única africana ligada ao ouro. Seguindo os passos do grande pioneiro Marcus Garvey, que cunhou o termo “Estados Unidos da África”, Gaddafi queria introduzir e comercializar apenas o dinar de ouro africano – uma ação que teria jogado a economia mundial no caos.

O dinar foi amplamente contestado pela “elite” da sociedade de hoje e quem poderia culpá-los? As nações africanas teriam finalmente o poder de se libertar da dívida e da pobreza e comercializar apenas esse bem precioso. Eles poderiam finalmente dizer “não” à exploração externa e cobrar o que considerassem adequado por recursos preciosos. Foi dito que o dinar de ouro era a verdadeira razão da rebelião liderada pela OTAN, numa tentativa de expulsar o líder revolucionário.

18. Gaddafi realizou o maior projeto de irrigação do mundo

O maior sistema de irrigação do mundo, também conhecido como o maior rio criado pelo homem, foi projetado para tornar a água facilmente disponível para todos os líbios em todo o país. Foi financiado pelo governo de Gaddafi e diz-se que o próprio Gaddafi o chamou de “a oitava maravilha do mundo”.

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