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Taxas de fertilidade na Hungria aumentam graças à "cultura familiar"


Hungria, país que esse ano de 2018 expulsou a Open Society de Soros de seu território e recebeu recentemente uma moção de censura da UE por não adotar a política imigração exigida.

Com o declínio demográfico sendo a questão dominante em toda a Europa, a Hungria parece estar contrariando a tendência. A taxa de fertilidade entre mulheres casadas aumentou significativamente nos últimos anos, desafiando comentaristas que afirmaram ser impossível.

As mulheres húngaras são mais propensas a se casar do que suas contrapartes da Europa Ocidental, casando-se significativamente em uma idade mais jovem para aumentar a chance de fertilidade.

Políticas governamentais, como deduções de impostos para famílias com crianças e subsídios para famílias comprando casas, claramente encorajaram o crescimento da família, mas é visto que a “cultura pró-família” dominando a Hungria atualmente é o fator maior.


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O primeiro-ministro Viktor Orban deixou claro que o problema do declínio populacional só será remediado por famílias maiores e o aumento das taxas de fertilidade, descartando a imigração em massa como uma alternativa.

Com Orban afirmando que as democracias liberais falharam em “fortalecer as famílias”, ele prometeu assegurar que a Hungria “é capaz de sustentar seu próprio nível populacional”.

Crianças húngaras (Budapeste)

As causas da baixa natalidade europeia 

Segundo a graduada em geografia, Amarolina Ribeiro, o continente europeu tem experimentado nas últimas décadas uma queda expressiva do número de nascimentos. A queda da natalidade na Europa é resultado de diversos fatores e reflexo das condições socioeconômicas e educacionais da maior parte dos países europeus.

O declínio dos nascimentos fez com que os países europeus alcançassem taxas de natalidade tão baixas que impossibilitaram a manutenção de seu atual nível populacional. As taxas de fecundidade (filhos por mulher em idade fértil) na Europa alcançaram a média de 1,52 filhos. O necessário para manter a população é 2,1 filhos por mulher. Diversos fatores econômicos e culturais são responsáveis pela construção desse quadro. Vejamos algumas das principais causas para o declínio dos nascimentos no continente europeu.

Entre as causas da queda das taxas de natalidade e fecundidade estão os principais fatores dos casamentos tardios, o alto custo de criação dos filhos, a maior entrada da mulher no mercado de trabalho e o nível de escolaridade.

A consequência direta da redução no número de nascimentos na Europa é o agravamento do envelhecimento populacional no continente e a consequente falta de mão de obra para o trabalho.

A baixa natalidade da Europa Ocidental
França, Reino Unido e Portugal em rápido declínio

Segundo matéria de Claudia Barata, do jornal português, Público, no começo desse ano a França, que normalmente era apontada como o exemplo de um país europeu que, contra corrente, conseguiu ter políticas de natalidade eficazes para que continuassem a nascer bebés suficientes para travar o envelhecimento populacional, segundo pesquisas desse ano, perdeu esse status. em 2016 o número médio de filhos por mulher ficou-se por 1,88, abaixo do necessário para a substituição de gerações.

Comparado com Portugal, que no mesmo ano registou 1,36 filhos por mulher, continua a ser um valor elevadíssimo. E continua na dianteira dos países europeus – à excepção da católica Irlanda (1,90). No Reino Unido, país que é um dos mais procurados destinos de imigração, a taxa de natalidade é de 1,80 filhos por mulher.


Segundo números do Eurostat, Portugal foi um dos países com menos nascimentos na Europa em 2016 (8,4 por cada mil habitantes).

Foi em 2010, na verdade, que se iniciou a descida no número de bebés nascidos em França, mas tem-se vindo a acentuar desde então. São sobretudo as mulheres entre os 25 e os 34 anos que têm menos filhos que antes, revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística e dos Estudos Econômicos (INSEE) francês divulgados esta semana.

Suicídio Demográfico

Em nenhum país da União Europeia (UE) o número de nascimentos é suficiente para assegurar a renovação das gerações e na grande maioria dos Estados-membros há vários anos que já se fabricam mais caixões do que se montam berços. Com a população em declínio, o Velho Continente, cada vez mais envelhecido, perderá 50 milhões de habitantes em idade ativa até 2050. As projeções não deixam dúvidas: a Europa caminha para um “suicídio demográfico”, avisam dois investigadores da Fundação Robert Schuman, um dos mais importantes centros de estudos sobre a UE. Apesar do cenário ser alarmante, “ninguém na Europa fala deste problema e menos ainda se prepara para ele”, acusam, num artigo publicado esta semana.

E assunto é abordado de forma mais abrangente no texto de Eduardo Velasco

Em entrevista ao Expresso, o economista Michel Godet, coautor do artigo, explica que “não há consciência da dimensão deste problema”. Mas apesar de não constar da agenda política, a demografia tem um forte impacto na economia: o crescimento do PIB é mais baixo nos países onde o aumento de população é menor. A verdade é que o envelhecimento fará diminuir para metade o potencial de crescimento econômico da Europa até 2040. E a tecnologia não será suficiente para o contrariar. A prova é que, “apesar de todos os avanços tecnológicos, tanto o crescimento econômico como a produtividade têm vindo a desacelerar de forma consistente na Europa, no Japão e nos Estados Unidos desde o início da década de 80”.

O problema, porém, está longe de ser apenas econômico, havendo o risco de uma verdadeira convulsão cultural. Ao mesmo tempo que a população europeia vai encolher, em África deverá disparar, com um crescimento de 1,3 mil milhões de habitantes nas próximas três décadas, dos quais 130 milhões só no Norte de África. “A pressão migratória sobre a Europa será maior do que nunca. Haverá um choque demográfico: uma implosão dentro da UE e uma explosão fora das suas fronteiras”, vaticinam os investigadores, lamentando que as instituições europeias ajam como se este ‘tsunami’ não estivesse prestes a acontecer.

Mesmo assim, Michel Godet considera que ainda há tempo para evitar o suicídio demográfico, através de uma aposta forte em políticas de família que promovam a natalidade. “Se os países europeus conseguissem aumentar os nascimentos, isso faria com que tivessem menos necessidade de ir buscar população estrangeira e mais facilidade em integrá-la”, diz ao Expresso.

A Comissão Europeia admite a gravidade do problema, mas apesar de recomendar alterações no mercado de trabalho e nos sistemas de proteção social, explica que essas políticas competem a cada Estado-membro.



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