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Os sobrenomes brasileiros: origem, significados e tradições (PARTE I)


Essa série de artigos foi escrita para trazer ao conhecimento dos brasileiros em geral, um pouco das histórias familiares que os seus nomes carregam, mostrando a tradição e a profundida do tempo envolvida nesse processo. Além disso, desmistificar a ideia do judaísmos como fonte da genealogia brasileira ou a ideia de que somos pessoas desenraizadas. 

Na verdade, oque podemos descobrir, constatando pela historicidade dos sobrenomes e apelidos mais comuns dos habitantes do Brasil atual, é que não se trata de querermos ser sujeitos que não cultuam as raízes de sua ancestralidade ou cultura pertencente, mas simplesmente não somos induzidos a conhecê-los ou termos qualquer orgulho disso. Pois ainda hoje, é comum que julguem-nos cosmopolitas ou até mesmo multiculturais, mas se examinarmos a fundo muitos aspectos da genealogia brasileiras, veremos intrincado em sua história e trajetória o nascer vindouro de uma cultura ibérica (em esmagadora maioria), que "finca seus pés" em solo americano e junto ao índio e o negro formam, dentre as diversas regiões incomunicáveis por séculos que compõe o vasto território nacional, nossas diferentes culturas luso-americanas e espano-americanas, das quais somos donos, mas muitas vezes não sabemos nada, por conta de um sistema feito para nos manter sem qualquer desses valores.

O sobrenome nos diz muito sobre quem somos e de onde viemos nessa existência material. Conhecer a origem dos sobrenomes poderá indicar de onde certa família descende, no que trabalhavam ou conhecer algumas características dos ancestrais dessa família. A genealogia pessoal ou familiar é intimamente ligada aos sobrenomes. A busca pela origem dos nomes das famílias é uma das formas de obtenção dos registros que permitem conhecer a árvore genealógica de uma pessoa, bem como dados importantes sobre a origem de sua parentela.

Histórico do uso de sobrenomes

Os primeiros a adquirirem sobrenomes foram os chineses. Algumas lendas sugerem que o Império Fushi decretou o uso de sobrenomes, ou nomes de famílias, por volta de 2852 a.C. Na Roma Antiga tinham apenas um nome próprio. No entanto mais tarde passaram a usar três nomes. O nome próprio ficava em primeiro e se chamava "prenome". Depois vinha o "nome", que designava o clã. O último nome designava a família e é conhecido como "cognome". Alguns romanos acrescentavam um quarto nome, o "agonome", para comemorar atos ilustres ou eventos memoráveis. Quando o Império Romano começou a decair, os nomes de família se confundiram e parece que os nomes sozinhos se tornaram costume mais uma vez. Mas, de modo geral, Na maioria das línguas indo-europeias, o prenome precede o sobrenome para designar as pessoas, diferente de algumas culturas orientais onde acontece exatamente o contrário.

Assim, nomes de família chegaram até nós de diferentes maneiras, sendo a grande maioria dos sobrenomes evoluindo de seis fontes principais: patronímico e matronímico, ocupação, localidade, honrarias ou religiosidade.

Desde a Idade Média e até ao século XVIII, em algumas zonas rurais portuguesas as pessoas eram conhecidas pelo nome próprio, ao qual era acrescentado o patronímico (nome do pai), para os rapazes, e o matronímico (nome da mãe), para as mulheres. No fim da Idade Média, numa lenta transição das urbes para o campo, e do litoral para o interior, os patronímicos tendem a fixar-se, transmitindo-se sempre o mesmo, já como sobrenome de uma dada família que o usa em comum.

Na cultura lusófona é costume os filhos receberem um ou mais sobrenomes de ambos os progenitores, assim como na cultura hispânica, porém note-se que, enquanto na lusitana, os sobrenomes maternos precedem os paternos na disposição final do nome completo, na Espanha e na América hispânica a ordem é a inversa. Em Portugal o número máximo de sobrenomes permitidos é quatro, o que permite o uso de sobrenome duplo quer materno, quer paterno, enquanto que em Espanha é de dois, mas esses dois podem ser duplos, unidos por hífen, resultando na realidade em quatro. Já no Brasil e nos restantes países de língua portuguesa não existe essa limitação.

No Brasil

A questão da origem judia a muitos do nomes lusos que se usa hoje no Brasil, cujas origens atribuem a degredamento ou conversão forçada (caso dos marranos ou cristãos-novos) é hoje refutável devido a relatividade das linhagens. Pois apesar de que ainda no Brasil, Portugal e Espanha muitos historiadores panegiristas da causa israelita queiram fazer crer, é impossível que a totalidade dos sobrenomes atribuídos de muitos dos nomes portugueses aqui e lá se atribua a uma origem hebraica na sua totalidade ou a invenção desses nomes por parte dos mesmos (tese refutada até mesmo pelos próprios israelenses, que não veem os marranos como judeus de fato, mas no mínimo como "Cohens" ou "misturados", "falsos"), devido a profundidade do tempo e linhagem, tanto como abrangência dos sobrenomes mais populares e apontados nessa tese esdrúxula.  Mostrando que a origem espacial e temporal dos sobrenomes remonta a muito mais do que isso, sendo sinônimos de identidade de um povo como nação, indiferente de quem o adotou sem dele pertencer exatamente. 

Segundo pesquisa de 2016 publicada pelo IPEA, a grande maioria dos brasileiros têm sobrenome de origem ibérica. Em um universo de 46.801.772 nomes de brasileiros analisados, somente 18% deles tinham ao menos um sobrenome de origem não ibérica (germânico, italiano, leste europeu ou japonês). Os sobrenomes ibéricos predominam em quase todo o Brasil, com exceção de grande parte do Sul do Brasil, do Oeste Paulista e das serras do Espírito Santo, que receberam muitos imigrantes não ibéricos nos últimos dois séculos, além de áreas de expansão da fronteira agrícola dos estados de Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que receberam migrantes oriundos do centro-sul nas últimas três décadas. O estudo salientou que o sobrenome, contudo, não necessariamente reflete a "ancestralidade cultural ou genômica", "pois há perda de linhagem matrilinear e adoções, mudanças de nome no casamento, entre outros eventos, que podem fazer reduzir a precisão de tal indicador". Principalmente no Brasil e em outras partes da América, onde muitas vezes, nativos-brasileiros ou escravos e ex-escravos ao serem batizados, adotavam nomes cristãos portugueses, mas não perdendo em si a cultura que adotara e qual se inseria fazendo parte.


A tabela não colocou na conta sobrenomes de origem indígena

Selecionamos aqui nessa série de artigos, alguns dos sobrenomes de famílias mais comuns da população brasileira para falarmos um pouco sobre sua história, origem e significado, no intuito de desmistificar muito da tendência forçada que um povo vira refém ao tornar-se desenraizado e descrente da cultura a qual descende e faz parte, seja por falta de educação, acesso ou incentivo (coisa que temos de sobra por parte dos consecutivos governo "representante" democráticos). 

Sabendo que oque é um "prato cheio" para uma guinada ao multiculturalismo, com conhecimento de raiz e cultura pode ser combatido. Listaremos aqui, os primeiros 20 sobrenomes mais mais populosos do país atualmente.

1. Silva

Os Silvas tem armas de brasão da casa dos reis de Leão, sendo compostas por um fundo de prata onde sobressai um leão de púrpura ou vermelho que se encontra armado e lampassado de vermelho ou azul. Por timbre, tem o referido leão do escudo.

É de origem portuguesa, sendo o sobrenome mais comum entre os habitantes do Brasil e Portugal, sua origem é claramente toponímica (nome próprio que faz referencia a lugar), sendo derivado diretamente da palavra latina silva que significa selva, floresta ou bosque. 

Na verdade, em Portugal, Galiza, Leão e Astúrias existem diversas localidades cujos nomes compõem-se por "Silva", mas atribuem com mais frequência de sua origem na Torre da Silva, que fica a meio caminho das freguesias de São Julião e Silva, junto ao concelho de Valença, em Portugal. 

A primeira linhagem que adaptou o nome Silva como apelido tem uma origem muito antiga e provém do príncipe dos Godos, D. Alderedo, cujo filho, D. Guterre Alderete de Silva, se casou com uma descendente da nobreza da Casa Real de Aragão e é anterior à fundação da nacionalidade portuguesa, no final do século X. E isso não é raro, pois apesar da enorme difusão na população lusófona em geral, "Silva" também é o nome de importantes famílias nobres, que normalmente o portavam juntamente com outro apelido. 

A grande difusão aconteceu no Brasil principalmente por dois motivos: O primeiro deles é que muitos portugueses que queriam começar uma nova buscavam anonimato nas novas terras ou sem vínculos com o passado na Europa, adotavam o sobrenome mais comum de Portugal se aproveitando do relativo anonimato que o sobrenome proporcionava e que em segundo motivo está o fato deste sobrenome, por conseguinte ter sido atribuído com muita frequência aos escravos que quando libertos adotavam o sobrenome do antigo dono. 

Também é possível verificar que a popularidade deste apelido remonta ao século XVII em Portugal. No Brasil, o primeiro Silva a chegar foi o alfaiate Pedro da Silva, em 1612. Também dentre a nobreza brasileira, os barões do Amazonas possuíam Silva no sobrenome.

Hoje em dia, um estudo realizado com amostragem de 30.400 pessoas no Brasil, mostra que 9,9% dos brasileiros contemplam "Silva" em seu sobrenome, sendo o mais numeroso deles (cerca de 5.073.774 no Brasil e 698.448 só em São Paulo). 

Esse sobrenome pode ser encontrado também na Espanha (com origens mais remotas do Reino de Leão) e na Itália, onde é mais comum na região da Emília-Romanha, da Lombardia e Luxemburgo.

2. Santos

Por conta de suas diversas origens, o brasão da família Santos possui algumas diferenças de um país para outro. Esses são exemplos de brasões das famílias Santos.

De origem cristã nos países de língua portuguesa e espanhola, inicialmente era um sobrenome adotado por nobres ibéricos que nasciam em primeiro de novembro, o dia de Todos os Santos. 

Bastante comum no Brasil e Portugal, pelos mesmos motivos dos Silva,  alguns pesquisadores argumentam que o sobrenome era atribuído à portugueses que se estabeleciam na província da Bahia (originalmente Real Província da Bahia de Todos Os Santos), sendo também uma indicação da residencia do sujeito, mas outros pesquisadores vão além, defendem que este sobrenome se popularizou principalmente após a abolição da escravatura no Brasil, no ano de 1888, quando diversos ex-escravos de origem africana receberam este sobrenome pois residiam na província da Bahia de todos os Santos, que concentrava grande porcentagem do número total de escravos no período imperial, 

Com as migrações de portugueses, brasileiros, angolanos e outros povos lusófonos para os mais diferentes países nos séculos XX e XXI, o sobrenome se espalhou de forma que hoje em dia é um dos mais populares em França.

Existem também outras variantes gramaticais ibéricas que são De Santo, De Santos, Del Santo, Santi, Santis, Santiz, Senti, Sentis, entre outros, que também tem grande popularidade em países de língua espanhola.

Mas outras fontes também indicam que a família Santos é originaria da Itália e França. E quando italianos e franceses vieram ao Brasil em busca de uma nova casa, acabaram tendo seus filhos e deixando novas gerações da Família Santos, agora com nacionalidade Brasileira e sobrenome estrangeiro. Na Itália, “Santi” é um sobrenome com origem na nobreza. Na França o sobrenome era inicialmente dado à pessoas que nasciam no dia primeiro de novembro, dia de todos os Santos assim como em Portugal. Dessa forma, a origem do sobrenome passava a ser Católica.

Outra possível origem deste nome se dá por conta da região Sierra de Los Santos, na Andaluzia.

É certo de que em todos os lugares este sobrenome tem uma certa origem nobre. Acredita –se que há uma certa associação do sobrenome com relação à nobreza e a igreja católica. Então por esse motivo, a nobreza inicialmente tinha mais poder sobre este nome.

Atualmente, existem cerca de 3.981.191 segundo o censo IBGE 2010. O segundo maior sobrenome do país. Cerca de 426.453 só em São Paulo.

3. Oliveira

As características simbólicas existentes na árvore, a Oliveira, são destaques nos brasões onde aparece, é o símbolo da paz, de vitória, de fama e gloria imortal. No brasão mais original que temos da família Oliveira podemos ver as armas antigas, que talvez antecedem o nascimento das chamadas regras da armaria ou, pelo menos, da sua aplicação em Portugal. Uma das famílias Oliveira teve suas armas de brasão de vermelho, uma oliveira de verde. Modernamente, e decerto para as fazer condizer com tais regras, passaram a ser: de vermelho, uma oliveira de verde, perfilada e frutada de ouro, e arrancada de prata.

De origem portuguesa, com raiz toponímica (origem geográfica em referencia a árvore que produz a azeitona, oliva), tendo sido tirado da designação do Paço de Oliveira, na freguesia de Santa Maria de Oliveira, concelho de Arcos de Valdevez. Apesar da lenda em volto dos nomes portugueses com nomes de árvores, nem todos que possuíam o apelido eram marranos, na verdade, sendo essa uma tradição antiquíssimo, a família oliveira original do século XIII não era de origem judia. 

A descendência desses nobres Oliveiras antes da adoção do apelido atual é muito antiga, datados dos romanos do período clássicos, descendendo de antigos aristocratas romanos da gens Oliva. A primeira família que adotou este nome por apelido é foi a do arcebispo de Braga, D. Martinho Pires de Oliveira, que instituiu um rico morgadio em Évora, herdado pela descendência de seu pai, Pedro Oliveira, o primeiro a usar esse sobrenome em 1306.

Mas no português arcaico podemos encontrar o registro de sobrenomes com variações de sua grafia, foram registrados como Olveira e Ulveira. Oliva, Olivera, Oliver, Olival, Olivares também são bem comuns. Alguns deles são também bem populares em países hispânicos.

Atualmente no Brasil, cerca de 3.738.469 possuem esse sobrenome. Cerca de 244.173 só em São Paulo.

4. Sousa/Souza


As armas primitivas dos Sousas eram de vermelho, uma caderna de crescentes de prata. As dos Sousa de Arronches são: Esquartelado: o primeiro e o quarto com as armas antigas do reino de Portugal (de prata com cinco escudetes de azul postos em cruz, cada um deles carregado de cinco besantes do primeiro esmalte dispostos em sautor. Filetado de negro em contrabanda, bordadura de vermelho com sete torres de prata); o segundo e o terceiro de vermelho com uma caderna de crescentes de prata. 

Com origem portuguesa e bastante comum em Portugal, Brasil, Timor Leste, Índia (nos católicos de Bombaim, Mangalore e Goa) e na Galiza, também sendo encontrado na variação a variação "D'Souza", a origem do sobrenome vem de famílias que habitavam a beira do rio Sousa que recebeu esse nome através do latim "Saxa", significando ("pedras", "seixos" ou "rochas").  O equivalente espanhol é "Sosa",que tem o mesmo significado.

Ele também pode ser associado ao nome de uma espécie de pombo bravo, que no século XI foi registrado como Sousa.

Uma das mais antigas e ilustres famílias de Portugal, traçada até dom Sueiro Belfaguer, cavaleiro godo que viveu nos primeiros anos do século VIII. Dessa cepa, o primeiro indivíduo a usar este apelido foi, como deduzem os genealogistas, o nobre D. Egas Gomes de Sousa, nascido em 1035 e que o tomou de suas Terras de Sousa. Foi ainda senhor de Novelas e Felgueiras, governador da comarca de Entre Douro e Minho e valente batalhador. Recebeu-se com Dona Châmoa Gomes, chamada Gontinha (ou Goncinha) Gonçalves, filha de D. Gonçalo Trastamires de Maia e de D. Mécia Rodrigues e tri-neta de D. Ramiro II, Rei de Leão. Deste matrimônio nasceram filhos que continuaram o apelido de Sousa, a saber:

Mem Viegas de Sousa (1070 - 1130) casado com Teresa Fernandes de Marnel
Gomes Viegas
Paio Nunes de Sousa

Sua sexta neta, com uma quebra de varonia, Dona Maria Pais Ribeiro, senhora da Casa de Sousa, casou com D. Afonso Dinis, filho ilegítimo de D. Afonso III, e de Dona Maria Peres de Enxara, dando princípio ao ramo dos Sousa, Senhores de Arronches. Hoje chefiada pelo Duque de Lafões.

De Dona Inês Lourenço de Valadares, também descendente de D. Egas Gomes de Sousa pela mesma forma que Dona Maria Pais, de quem era prima coirmã, proveio pelo casamento com D. Martim Afonso, chamado O Chichorro, filho ilegítimo de D. Afonso III e de Madragana Ben Aloandro (depois chamada Mor Afonso, filha do último alcaide do período mouro de Faro, o moçárabe Aloandro Ben Bakr), o ramo dos Sousa conhecidos por Sousa Chichorros ou Sousas do Prado, por terem o senhorio desse lugar.

Seu 12º neto foi Martin Afonso de Sousa, comandante da expedição que fundou o primeiro núcleo de colonização e donatário da capitania de São Vicente, sendo primo de Tomé de Souza, o primeiro governador-geral do Brasil.

Durante a era colonial, os portugueses construíam fortes ao longo das costas brasileira e oeste-africana para comércio e muitos mais tarde foram usados no comércio de escravos. Eles também tinham filhos com as mulheres locais, e recebendo o sobrenome do pai, predominavam o sobrenome. Exemplos históricos dessa vertente incluem alguns afro-brasileiros que retornaram à Africa também mantiveram esse sobrenome, como os Tabons, descendentes de Francisco Félix de Sousa, um homem branco de Salvador, Bahia no Brasil, que já tinha sido um dos homens mais ricos da África ocidental devido ao seu envolvimento com o tráfico de escravos.


Uma proeminente família que carregava o sobrenome "de Sousa" emigrou de Portugal para Goa em 1956, antes de se mudar para Hong Kong. Mais tarde, na década de 1960, mudaram-se para Melbourne, Austrália. A família doou sua propriedade em Hong Kong para as freiras franciscanas.

Atualmente no Brasil, cerca de 2.630.114 de pessoas constam com nome Sousa/Souza, sendo 232.295 só em São Paulo.

5. Rodrigues/Rodriguez



Em Portugal o escudo é de ouro, com cinco flores-de-lis e vazia de ouro. O timbre é composto por um leão de ouro nascente, carregado com a flor-de-lis do escudo na espádua.


Com origem portuguesa, é um patronímico (nome de família herdado dos antepassados pai, mãe, avós...) que significa "filho de Rodrigo" com seu equivalente castelhano sendo Rodríguez.

A explicação para Rodrigo virar Rodrigues é que antigamente se usava o final “es” para designar “filho de”. O nome Rodrigo vem do germânico "Hrod-rich Rico" em gloria ou Senhor da gloria. É um nome medieval, imortalizado pelo ultimo rei visigodo, considera-se o nome Rui como sendo sua forma familiar.

Em Portugal, conhecem-se três brasões diferentes relativos a este apelido, pelo que é certo que há inúmeras famílias que o adotaram sem existirem os menores laços consanguíneos entre elas. Contudo, isso não impede que algum dentre elas acedessem à nobreza da fidalguia da cota de armas, o que se sucedeu particularmente com as três aludidas, exemplificados por Martim Rodrigues, André Rodrigues de Áustria, António Rodrigues e Rodriguez de la Varillas na Espanha.

Atualmente existem cerca de 2.399.459 de pessoas no Brasil com esse sobrenome e delas, 71.231 só em São Paulo.

6. Alves


Uma família Alves (Álvares) usa cortado, o primeiro de vermelho, com uma águia estendida de prata de duas cabeças, coroadas de ouro; partido de azul, com uma cruz de ouro cantonada de quatro memórias do mesmo; o segundo de azul, com três faixas ondadas de prata. No timbre temos uma águia estendida e coroada de prata.

Sobrenome português de origem patronímica (nome de família herdado dos antepassados pai, mãe, avós...), é uma abreviação de Álvares que por sua vez é patronímico de Álvaro (significando "filho de Álvaro"). Sendo assim, estima-se que há diversos grupos familiares sem comunidade que levam o sobrenome. E graças a essa origem, como o anterior "Rodrigues",  não tenha surgido de um único grupo familiar.

No Brasil, desde a época do descobrimento, quando Pedro Alvares avistou as nossas terras, já surgia ali um pedaço da história dos Alves no Brasil para ser contada.

A família Alves estabeleceu-se inicialmente em Minas Gerais, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Pará. Em Minas Gerais, destaca-se a figura de Tomás Alves, nascido por volta de 1818, e de Braz Alves Antunes. Os Alves de Minas Gerais tiveram grande presença no cenário político, e entre seus membros incluem deputados, ministros e senadores, entre outros. Em nossa base de dados o grupo familiar que mais se destaca é o que descende de João Alves de Souza, vulgo Cara Suja, nascido por volta de 1760. A história de sua família confunde-se com a história das chamadas "Fazenda de Cima dos Alves" e "Fazenda de Baixo dos Alves", localizadas no município de Jaboticatubas e que são citadas no livro "História de Jaboticatubas", de autoria de Leônidas Marques Afonso.

Alves por si já é uma variante do sobrenome Álvares. Além disso não há registros de grandes mudanças com relação a grafia. Em todos os países onde é usado ele possui o mesmo jeito.

7. Pereira


O brasão dos Pereiras é constituído de  vermelho com uma cruz de prata em seu escudo, florenciada e vazia. No timbre a mesma cruz do escudo na cor vermelha, entre asas de ouro. Este é o brasão oficial encontrado. Qualquer variação das características básicas do mesmo é de um brasão advindo de outra origem.


Sobrenome português de origem toponímica (referente a lugar ou objeto), sendo o lugar que deu origem ao sobrenome é cheio de peras ou pereiras, que no caso acredita-se tenha sido tirado originalmente da Quinta de Couto Pereira próximo ao rio Ave, em Vermoim.  que adotou essa desta designação sendo ela já uma família oriunda de uma antiga linhagem de nobres da terra.

Os primitivos Pereiras estavam ligados à casa de Bragança, em Portugal. A origem mais remota da família provém do conde de Forjaz Bermudez, sobrinho neto de Desidério, o último rei dos longobardos, da Itália.

Segundo a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, o ramo primogênito dos Pereiras originou a Casa dos Senhores e Condes da Feira, no que posteriormente o segundo filho, com duas bastardias, originou o Condestável D. Nuno Álvares Pereira (S. Nuno de Santa Maria) herói da libertação portuguesa, misturando sua linhagem com o de todas as famílias reais europeias.

No Brasil, o primeiro Pereira foi o donatário Francisco Pereira Coutinho, assassinado brutalmente pelos índios tupinambás em Itaparica, em 1549. Entre seus descendentes está um dos mais importantes editores brasileiros, José Olympio (Pereira Filho). O nome também foi adotado por cristãos-novos. Em 1606, chegou ao Brasil a degredada Ana Pereira, acusada de bigamia. Os estados brasileiros onde eles inicialmente se propagaram são Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Os Pereiras por volta do século XIX e XX foram famosos por seus engenhos no Rio Grande do Norte próximo a Ceará Mirim depois vieram para Paraíba. Esse "Pereira" desde o início permaneceu o mesmo. Dessa forma, não é possível encontrar variações válidas para este sobrenome. Por outro lado, é possível encontrar traduções de Pereira, visto que esta é uma árvore de peras. Dessa forma, em outros países, é possível encontrar Pereira em outras línguas. Hoje, aproximadamente 2.251.864 de pessoas possuem esse sobrenome no Brasil e cerca de 82.016 deles em São Paulo.

8. Ferreira

O brasão dos Ferreira é bem simples. Ele é constituído de um escudo com faixas em ouro e vermelho na horizontal. Ele não possui timbre. Com estas características simples é fácil de identificar o brasão da família. Quaisquer diferenças desse básico podem ser de outras origens. Como já foi falado, não é possível dizer com certeza que esta é a única origem do sobrenome e por isso ele pode outros escudos.

Sobrenome de origem portuguesa, que pode ser classificado tanto como toponímico, indicando um lugar onde há ferro, mina ou jazida do metal, ou relativo a profissão de ferreiro que poderia dar origem a uma alcunha, passando depois ao nome familiar Ferreira, não conta seguramente com uma única origem comum.

Rui Peres (1210 - ?), um nobre do Reino de Portugal durante o reinado do D. Afonso II de Portugal, e que que vieram a este reino com a rainha D. Tareja tornou-se o 4.º Senhor de Ferreira de Aves, onde originou sua linhagem no Paço de Lamas, na localidade de Sátão. O fato de ter sido Senhor de Ferreira de Aves levou-o a adotar este apelido como nome de família, tornando-se Rui Pires de Ferreira. 

Dessa forma, os habitantes nativos destes lugares acabaram por adotar esse nome e disseminando pelos seus descendentes. A profissão de ferreiro também pode ter dado origem a este sobrenome e por isso não é seguro dizer que ele surgiu em um só lugar.

Há indícios que a família Ferreira e os de lá vieram em caravanas logo após o descobrimento do Brasil e criaram algumas comunidades no agreste alagoano pela grande diversidade de alimentos que podiam ser plantados na região, já que a zona da mata era ocupada pelos canaviais e coqueirais.


A denominação também apresenta correspondentes em outras línguas, como Herrera ou Herreira (em espanhol), Ferrara ou Ferrari (italiano) e Smith (no inglês).

Muitas personalidades brasileiras da história tinham esse sobrenome. Atualmente o Brasil possui cerca de 2.365.562 Ferreiras. 82.016 em São Paulo.

9. Lima 


O brasão mais antigo dos Lima é constituído de ouro, com quatro palas de vermelho. Mais atualmente, usa-se: Terciado em pala. A primeira de ouro, com quatro palas de vermelho (Lima); A segunda cortada em dois: o primeiro de prata, com um leão de púrpura, armado e lampassado de vermelho e o segundo de prata, com três faixas em xadrez de vermelho e de ouro, com três tiras. A terceira cortada de Soto maior e de Silva. O timbre é composto pelo mesmo leão do escudo.

O vocábulo toponímico de origem portuguesa "lima" pode ter origem no latim limes que designava cercas ou paliçadas destinadas a proteger a fronteira ou fortificações militares romanas. A palavra frequentemente era usada no sentido de limite e logo passou a designar os lugares para além das fronteiras ou aqueles que de lá provinham, sendo logo tomada como nome de família.

O sobrenome pode derivar também do rio Lima (em galego/celta ou lígure Limia) ou de diversos lugares denominados Lima. Mas já nessas línguas a palavra significa "esquecimento" e nesse sentido deu origem do nome do rio Lima. Provavelmente as comunidades vindas destes lugares foram as primeiras a adotar o sobrenome

Em 1033 já existia na Galiza o castelo de Batissela de que era então senhor D. Diogo Nuñez de Batissela, que por sua neta D. Isabel Nuñez foi bisavô de D. Fernando Arias, que viveu em tempos de D. Fernando II de Leão (1157-1188). D. João Fernandes de Lima, o Bom, filho de D. Fernando Arias, foi o primeiro a levar o apelido, que tomou das terras de Lima na Galiza, por ser de lá natural. Dessa família procede a família portuguesa que pretende o título de Visconde de Vila Nova de Cerveira.

No Brasil atual, cerca de 2.020.288 pessoas possuem esse sobrenome, 108.139 em São Paulo.

10. Costa


O brasão da família costa é representado por, ao que inicialmente parece, seis costelas de prata alinhadas em três faixas e dispostas em duas palas. Elas são firmadas nos flancos de um escudo na cor vermelha. Segundo estudos já realizados, assim como aparentemente parece, as costas destas armas não são representações de ossos da costela. O que representa essas costas é um tipo de faca de sapateiro de lâmina curva e sem ponta.

Costa é um sobrenome comum em Portugal, na Espanha, na Itália e nas regiões onde se registrou imigração de naturais destes países ao longo da História, como Brasil, Cabo Verde e Argentina. 

Ele é classificado como toponímico que vem do latim Costa que significa costela e também  aplicado metaforicamente na orografia, o que deu sua origem geográfica (oque vem da costa ou litoral de algum lugar.

Na sua origem, muitos historiadores atribuíram o sobrenome a origem judaico-grega de um ancestral denominado Nicolau Kosta. Mas outros especializados conseguiram atribuir seu surgimento muito mais distante no tempo, ainda no Portugal do século XII, ligada a designação da Quinta da Costa, Comarca de Guimarães, que pertencia a Gonçalo da Costa.

Atualmente, cerca de 1.690.898 de pessoas possuem esse sobrenome no Brasil, sendo 76.432 em São Paulo.

11. Gomes


O brasão da família Gomes possui algumas características básicas oficiais. Fora isso, pode-se encontrar algumas diferenças nos modelos de brasão. Ele é constituído de um escudo em azul que possui em seu interior uma ave com o seu ninho e filhotinhos. Seu timbre possui a mesma ave do escudo dos dois lados com o que parecem ser gotas de sangue no bico. Em cima é possível ver uma armadura de ferro e vermelho.

Sobrenome português de origem patronímica no prenome medieval Gome ou Gomo. Provavelmente, provém do visigótico Guma ("homem"), ou seja abreviatura de "Com(o)arius" (“homem da guerra”) o qual por vezes foi utilizado como nome próprio. Ele também tem variantes ortográficas como Gomez e Gómez, esta última grafia utilizada nos países hispanófonos.

No Brasil atual, cerca de 1.697.130 pessoas possuem esse sobrenome em todo país.


12 . Ribeiro

O brasão da família mais conhecido é composto por quatro partes, duas com um tipo de “estampa” e outras duas com outro tipo de “estampa”. Além disso, neste mesmo brasão é encontrada uma flor no topo. Este parece ser o brasão oficial da família Ribeiro e de seus nomes alternativos. O que pode acontecer também é se encontrar outro tipo de brasão para a família Ribeira. Este não deve ser associado ao mesmo brasão da família Ribeiro, uma vez que essas podem ser famílias diferentes.

Sobrenome de origem portuguesa (onde se contra a família mais nobre deste sobrenome) classificado como um toponímico, uma vez que tem sua origem geográfica. Ribeiro significa rio pequeno, o que pode ser facilmente associado a ribeirão. Há indícios que Ribeiro, ou Ribeira, pode ter surgido também na península ibérica. Ribeiro como sendo pequeno rio e Ribeira a terra que é banhada por rios. Dessa forma, pessoas que nasciam e viviam nessa região acabaram por adotar o sobrenome e passar para as próximas gerações.

Ribeiros e Ribeiras são nomes alternativos que pertencem à mesma família. Estes não são muito encontrados no Brasil e mais populares na Europa. Ao que parece, a família Ribeira não pode ser considerada uma variante do sobrenome, uma vez que seu brasão não é o mesmo e sua história de origem também não condiz.

Atualmente no Brasil, cerca de 1.594.896 pessoas possuem esse sobrenome, sendo cerca de 48.821 em São Paulo.

13. Martins

A rainha-regente Catarina de Áustria, durante a menoridade de D. Sebastião de Portugal, concedeu armas a Diogo Martines no ano de 1560. As armas são um cortado, o primeiro de negro com duas barras de ouro transversais; o segundo de ouro, com três flores de lis púrpuras em pala. O timbre é uma flores de lis púrpura. Mas também existem outros brasões designados a Martins.

Sobrenome comum em países com legado latino e romano como Portugal e Espanha, é considerado como patronímico (filho de...) de Martim ou Martinho. Atribuído mais a uma  origem espanhola, ele vem do latim Martinici ou Martinus e significa guerreiro ou inclinado à guerra. Em alguns livros o Martins é considerado diminutivo de Marte, o Deus da Guerra.

Ele também tem algumas variantes conhecidas, como Martinez. Este não é tão usado no Brasil, mas não chega a ser raro de se encontrar. Além desse existe Martim, Martines, Martinês, Martinho e Martino, que também são usados como nome em alguns casos.

No Brasil atual, cerca de 1.499.595 possuem esse sobrenome segundo o censo do IBGE de 2010.

14. Carvalho

O brasão da família Carvalho é constituído de azul, com uma estrela de ouro com oito pontas, encerrada numa caderna de crescentes de prata. Em seu timbre podemos perceber um cisne de prata, membrado e armado com ouro. No peito do cisne há uma estrela semelhante a do escudo. Mas também a outras heráldicas atribuídas aos Carvalho provenientes de Portugal. Ambos com antigas raízes que remontam a guerra com os mouros.

O sobrenome português Carvalho é frequente no Brasil e também em Portugal, onde em ambos existem várias famílias, não necessariamente relacionadas, com esse apelido/sobrenome.

Existem registros deste sobrenome em Portugal desde o século XII. Em antigos registros consta como Carvalio. Mas sua origem geográfica, remetendo a lugar com carvalhos é encontrado até o antigo Morgado de Carvalho em Coimbra, Concelho de Penacova, ao pé da famosa Serra do Carvalho fundado por D. Bartolomeu Domingues que a recebe do rei João de Aviz por serviços prestados ao reino durante a batalha de Aljubarrota, em Portugal. . De carvalho, do latim quercus (Anuário Genealógico Latino, IV, 19).

A antiguidade da Família Carvalho tem comprovada pela constatação de uma doação feita ao mosteiro de Lorvão em 1131, assinada por Pelagius Carvalis, (Payo Carvalho) senhor de toda a terra em que hoje está o Morgado de Carvalho, que foi instituído por seu neto Bartolomeu Domingues, e é o mais antigo Morgado em Portugal.

sendo considerado então um dos homens mais nobres de Portugal, recebe o morgado do Carvalho, sendo o primeiro morgado de Portugal, dada tamanha honraria, seu filho Soeiro Lopes Domingues, adotando em 1386 o nome de Soeiro Gomes de Carvalho, torna-se o primeiro a dar o sobrenome Carvalho comprovadamente aceito mas atualmente aceita-se como o primeiro da linhagem Pelagius Carvalis,(Pelayo Carvalho) tetra-avô de Dom Bartolomeu Domingues. Aqueles do século XIV, membros da honorável casa dos CARVALHO, viveram no tempo em que uma das maiores façanhas das armas da história de Portugal teve lugar, a saber, a batalha de Aljubarrota, travada em 14 de agosto de 1385, próxima da assim denominada cidade, localizada no centro de Portugal.

Esta documentação da doação ao mosteiro de Lorvão esclarece de maneira irrefutável que na origem, a Família Carvalho não era uma família de cristão novo uma vez que, nessa época de fortíssima religiosidade, um mosteiro jamais aceitaria a doação de um cristão-novo, como alguns sugerem pela costumeira e errônea interpretação de que nome de árvore é sempre referência direta a uma família de cristão novo.

O Registro heráldico tem o Brasão da Família Carvalho um dos 72 brasões das 72 famílias principais da alta nobreza de Portugal no séc. XVI, que foram pintados no teto da Sala dos Brasões do Paço Real de Sintra por ordem de D. Manuel 1º, o Venturoso, (1469-1521), décimo quarto rei de Portugal de 1495 a 1521, que escolheu esses 72 brasões quando mandou reorganizar e qualificar a nobreza portuguesa tendo por objetivo: escolher as famílias mais ilustres do Reino, em honra, história e bens, no séc. XVI.

A mais ilustre Família portuguesa com este sobrenome e varonia talvez seja a do Marquês de Pombal, ainda que não tenha, porventura, a chefia da antiga Família Carvalho portuguesa. Tem-se decerto são descendentes de D. Afonso Henriques.

A árvore do carvalho que deu origem ao sobrenome é uma espécie que possui mais de 300 derivações. Ela é também muito resistente e por isso é bastante utilizada na construção civil e marcenaria. Por este fato, ela passou a ser muito valiosa comercialmente, oque pode ter ajudado a atribuir pessoas com a venda ou trabalho com a árvore, tornando-se sobrenome.

No Brasil atual, cerca de 1.372.398 e cerca de 50.592 dessas em São Paulo, sem contar as variações.

15. Almeida

O brasão da família Almeida tem suas cores fazendo referencia à riqueza e poder, representadas por ouro e vermelho. Ele é constituído por um dobre-cruz acompanhado de seis besantes, tudo feito de jalde. Ele também possui bordadura do mesmo. No seu timbre encontra-se uma águia estendida, carregada de nove besantes também feitos de jalde, com três no peito e três em cada asa.

Sobrenome toponímico português que embora a sua palavra seja constituída do árabe, sendo seu significado "al (a) meida (mesa), no seu sentido geográfico remetendo ao planalto ou ao chão plano, segundo o historiador genealogista português, Manuel José da Costa Felgueiras Gaio, em seu "Nobiliário de Famílias de Portugal", dá-se a origem dos Almeida a outro ponto geográfico, devido a Dom Palayo Amado, fidalgo, que casou-se com D. Moninha Guterres, Dama da Rainha D. Teresa, com quem teve um filho chamado Soeiro Pais Amado. Soeiro Paes Amado casou-se com D. Justa Pais, filha de Paio Guterres da Silva Alcaide Mor, e tiveram um filho, Paio Guterres Amado.

Dom Payo Guterres Amado foi o responsável por derrotar os Mouros tomando o Castelo de Almeida de Riba Coa (Ribacôa), sendo ele conhecido como Almeidão por este feito, recebendo do Rei Dom Sancho I o título de Senhor do Castelo de Almeida. Dom Paio Guterres Amado legou o Castelo aos seus descendentes que tomaram o nome Almeida como sobrenome de família. O primeiro membro da família a receber o sobrenome Almeida foi Pedro Paes de Almeida, filho de Paio Guterres Amado.

No Brasil de hoje, existem cerca de 1.312.266 Almeidas, estando aproximadamente 62.814 em São Paulo. 

16. Lopes

Só o estudo genealógico de um sobrenome permite estabelecer se lhe corresponde ou não o uso de um escudo específico. Mas destaca-se escudo partido em quatro, com a primeira e a quarta parte de azul com uma estrela de ouro com oito pontas. A segunda e terceira parte de vermelho, com uma flor-de-lis de prata. Nas bordas de vermelho se encontra oito aspas de ouro. No timbre, a mesma aspa do escudo. Outro brasão encontrado é feito em azul, com uma palmeira de ouro e um corvo sobre ela. No timbre se encontra o mesmo corvo do escudo.

A palavra Lopes pode ser derivada do nome Lopo, que de forma arcaica é derivada do latim Lupus, que significa lobo. Existem alguns registros que afirmam que Lopes significa filho de lobo, o que faz todo sentido de acordo com o contexto. 

Já López, uma variação comum na Espanha também possue essa mesma origem, o quinto sobrenome mais comum da Espanha, depois de García, Fernández, González, e Rodríguez. 879.145 pessoas levavam-no como primeiro sobrenome, o que equivale ao 1,87% da população registrada em Espanha segundo o dados do INE de 2011. Mas este foi um nome muito popular na Grécia, Itália, Espanha e Portugal. Ele se espalhou com facilidade pela Europa devido às pequenas proporções do continente.

O cavaleiro João Lopes recebeu armas (Brasão) de D. Afonso V em 1466, pelos seus serviços prestados ao reino na expansão no norte da África. Esta é uma das diversas origens que pode ter o sobrenome Lopes, uma vez que, por ser um patronímico, é possível encontrar outras origens em diferentes reinos da península Ibérica com brasões diferentes.

Atualmente no Brasil, existem cerca de 1.247.269 de Lopes segundo o IBGE de 2010.

17. Soares

O brasão da família Soares é constituído de um escudo de vermelho com uma torre de prata em seu interior. Em seu timbre é possível ver a mesma torre de prata do escudo. Este é um dos brasões mais originais da família Soares. Mesmo assim, não pode se dizer que ele é único, uma vez que existem várias linhagens dos Soares.

Sobrenome patronímico de origem portuguesa, sendo uma variação de Soarez, derivado de Suáriz, Suárizi, do latim Suárici, originalmente deriva de um nome próprio que vem de Suário ou Soeiro. 

Ao que consta, este é um sobrenome que possui várias origens de linhagem. Mesmo assim pode se considerar todas elas como patronímicas, onde o sobrenome é proveniente de um nome e a terminação “es” significa “filho de”. Em 1554 foi registrado em documentos como Soarez e em português arcaico existem registros de Soáriz e Suáriz. Segundo alguns historiadores a família Soares teve sua origem em Toledo.

Essa palavra Soeiro, que é o nome do qual deriva o sobrenome é do latim Suarius significa "pastor de suínos ou porcos". A criação de porcos era bem comum naqueles tempos e por isso este nome passou a ser disseminado entre os descendentes.

Dentre as variantes conhecidas de Soares podemos destacar Suaréz e Soarez. Estas são bastante conhecidas em países hispânicos. Outras variantes são encontradas na história deste sobrenome, mas estas são pouco, ou quase nada usadas atualmente.

Hoje no Brasil, cerca de 1.233.230 pessoas possuem o sobrenome Soares segundo o IBGE de 2010.

18. Fernandes 

 O brasão da família Fernandes possui um escudo dividido em quatro partes. A primeira de ouro, com uma águia de duas cabeças de preto, armada de vermelho e carregada de um crescente de prata no peito. A segunda parte de vermelho, com três pequenos escudos de prata, com uma cruz de vermelho em cada um. A terceira também de vermelho, com um castelo de prata. Por fim, a quarta parte de vermelho, com três vieiras feitas de prata. No timbre se encontra uma águia estendida de uma só cabeça, de preto, com um pequeno escudo igual ao do escudo no bico.

Outros brasões incluem:  (esquerda) o brasão de Diogo Fernandes, Livro do Armeiro-Mor, fl. 129, João de Cró, ca. 1509 e (na direita) o brasão de João Fernandes do Arco, Livro do Armeiro-Mor, fl. 134, João de Cró, ca. 1509.

Sobrenome português de origem patronímica (deriva de um nome próprio), significando "filho de Fernando". Um dos primeiros Fernandes registrados na história seria Diogo Fernandes, que era o terceiro Conde de Portucale até o ano de 924.

Alguns registros indicam que o significado de Fernandes seja pessoa de boa família, honrado e vindo das colinas de Portugal. Este foi um sobrenome bastante conhecido em Portugal e posteriormente passou a se espalhar pela Europa com diversas traduções para outras línguas, como o espanhol, como os correspondentes Hernández e Fernández em castelhano.

Atualmente, cerca de 1.228.428 brasileiro constam com esse sobrenome.

19. Vieira

De vermelho, com seis vieiras de ouro, postas 2, 2 e 2. Timbre: Dois bordões de Santiago de vermelho, ferrados de ouro, passados em aspa e encimados por uma das vieiras. 

Sobrenome português de origem toponímica (referente a lugar), geralmente atribuído aos que vinham de Vieira do Minho e de Vieira de Leiria. O primeiro a usar o apelido foi Rui Vieira, fidalgo minhoto (proveniente do Minho). Dessa linha parecem descender quase todas as famílias Vieira através de Pedro Rodrigues Vieira, senhor da quinta de Vila Seca.

Segundo dados pesquisados pelo professor, escritor e historiador, Batista de Lima, bisneto de Félix Antonio Duarte, Vieira é um sobrenome originário de Santiago de Compostela, na Galícia, norte de Portugal. Por volta de 1120, quando D. Afonso Henrique procedeu a unificação e criou o reino de Portugal, havia, na época, 55 famílias na região e uma delas era a dos Vieiras. Com a criação do reino de Portugal, a família Vieira deslocou-se para as cidades portuguesas de Leiria e Minho. Os Vieiras que chegaram ao Brasil teriam embarcado na cidade do Porto e desembarcado em Pernambuco de onde se espalharam por todo o país.

Atualmente, cerca de 1.095.381 de sobrenomes Vieiras existem no Brasil, segundo o IBGE de 2010.

20. Barbosa

De prata, uma banda azul carregada de três crescentes de ouro, ladeada de dois leões afrontados e trepantes de púrpura, armados e lampassados de vermelho. Timbre: um dos leões do escudo

Sobrenome mais comumente atribuído a uma origem franco-espanhola, é considerado um toponímico, pois indica um lugar onde há muitas barbas de bode ou barbas de velho (espécie de planta). Mas também é associado a língua portuguesa, castelhana e catalã. Ou seja, essa origem comunal Francesa e Espanhola se refere aos sobrenomes dos quais a origem se encontra no lugar de residência do portador original, origem habitacional.

No que diz respeito ao sobrenome Barbosa oficial em Portugal, este se originou com D.Sancho Nunes que, com o dote de sua mulher, cria a Quinta de Barbosa, junto ao Paço de Sousa, e nela criou o solar da família. E é também o primeiro que usa o apelido. D. Sancho Nunes Barbosa descendente de D. Nuno Guterres, este filho do Conde D. Teobaudo Nunes, um dos mais ilustres e valorosos cavaleiros do tempo do rei D. Bermudo II de Leão. D. Nuno Guterres era irmão de S. Rosendo, famoso bispo de Dume no ano de 925. D. Pedro Nunes de Barbosa, que sucedeu a seu pai, fundou uma nova quinta de Barbosa, já que sua irmã levara a original em dote de casamento. A nova quinta não muito longe da original ficava na freguesia de São Vicente do Pinheiro, no Concelho de Penafiel.

A família Barbosa sofreu uma grande decadência durante os séculos XIII e XIV, vindo a fixar-se a meio da escala nobiliárquica. Esta família teve grande preponderância no Reino de Portugal, desde a fundação até a Batalha de Alfarrobeira, altura que tomaram partido do Infante D. Pedro, na luta imposta pelo sobrinho, o Rei D. Afonso.

Felgueiras Gaio diz que os barbosa são de antiquíssimos entre as famílias da Espanha, e desde o primeiro século da Coroa Portuguesa logrou as maiores prerrogativas. Conserva com honra a sua nobreza, podendo na decadência em que se acha glorificar-se que em toda Espanha e Europa se não acharam muitas famílias que tanto sem contradição possam provar a serie da sua varonia continuada por mais de mil anos e será muito rara a família de Espanha que não tenha nas suas veias sangue dos Primeiros Barbosa e nem houve em Portugal reinado em que os Barbosa não tivessem pessoas ilustres assim em Armas como em letras.

Não foram encontradas variantes válidas na história dos Barbosa. Desde o início da sua incidência, o sobrenome passou a ter essa forma que ainda é disseminada pelos descendentes.

Atualmente, cerca de 1.061.913 brasileiros possuem esse sobrenome no Brasil.

Continuaremos na PARTE II com mais 20 nomes.

Fontes: 

Forebears: Search for genealogical records in...

Censo 2010 IBGE: Nomes no Brasil

PROCOB: Os Sobrenomes Mais Comuns Do Brasil

Segredos do Mundo r7: Descubra a origem de 15 sobrenomes mais comuns no Brasil

Mundo Estranho Abril: A origem dos 50 sobrenomes mais comuns do Brasil

Origem do Sobrenome

Wikipédia, a enciclopédia livre: Sobrenome

Bibliografia:

GAYOS, Felgueiras. DA COSTA, Manuel José. Nobiliário de Famílias de Portugal. 2ª Edição, Carvalhos de Basto, Braga 1989. vol. VI.


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